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Leiper faz sucesso por terra e ar

A produtora edredões e colchões está não só a conquistar os mercados geográficos em terra, de Espanha ao Médio Oriente, incluindo a Arábia Saudita e o Dubai, como também ganhou asas e marca presença nos voos da companhia aérea nacional TAP.

Embora tenha dinamizado as exportações e ganho clientes por todo o mundo, Portugal representa ainda 50% do volume de negócios da Leiper. «O mercado interno é muito importante para nós», assume o diretor de exportação João Pereira.

Entre os 25 países para onde exporta, Espanha é, atualmente, o melhor mercado da Leiper, sendo responsável por 50% de tudo o que é exportado, ou seja, o equivalente a 25% do volume de negócios total. «Os nossos principais mercados são mesmo Espanha e Itália», aponta João Pereira. «O mercado espanhol está a correr bastante bem para nós. Montámos uma rede de comerciais em Espanha, com cerca de nove agentes espanhóis a vender a marca Leiper e o novo catálogo Leiper. Começámos com a marca própria em janeiro e isso está a fazer aumentar as vendas lá», revela ao Portugal Têxtil.

Mas há mercados, alguns até inesperados, que têm vindo a assumir protagonismo. «Estamos agora a entrar forte no Médio Oriente: Arábia Saudita, Dubai, Kuwait… Fazemos a feira Index Dubai há quatro anos e nos primeiros dois anos tivemos zero negócios, mas continuamos porque achei que, naquele mercado, as pessoas demoram a ganhar confiança», explica o diretor de exportação. Os clientes desta região «compram o edredão, que é o nosso produto principal, sem nenhum padrão especial – é mesmo o que está no catálogo», confessa.

Além da Europa, a Leiper, que embora tenha marca própria trabalha essencialmente para private label, conta ainda com Marrocos, Argélia e Angola entre a sua lista de 50 clientes ativos.

Negócios nas nuvens

A Leiper também estabeleceu uma parceria comercial com a TAP, para quem vende essencialmente artigos estampados. «Tudo o que tem estamparia digital na TAP somos nós que fazemos», afirma João Pereira. «Fazemos os edredões da classe executiva, fazemos as almofadas que dão nos voos, tanto na classe económica como na executiva, e fazemos também as fronhas para a classe executiva. Agora estamos a fazer umas almofadas decorativas com estamparia digital que eles lançaram na primeira classe», enumera o diretor de exportação.

Para dar resposta aos diferentes pedidos, a Leiper tem realizado investimentos em maquinaria. «Temos uma máquina nova para fazer acolchoado e dois teares jacquard novos. A aposta na tecelagem está a correr muito bem, foi o melhor que podíamos ter feito», adianta João Pereira.

Depois de, no ano passado, o volume de negócios da empresa, que emprega 60 pessoas, ter-se mantido nos 4,5 milhões de euros, as expectativas para 2018 são de crescimento. «Estamos a melhorar comparativamente a 2017, sobretudo na exportação, pois o mercado interno estagnou. Penso que vamos crescer para cerca de 5 milhões de euros», admite o diretor de exportação.