Início Notícias Têxtil-Lar

Leiper produz cobertor da Blanky

O cobertor pesado lançado pela marca Blanky, criada por dois portugueses, é agora fabricado pela também portuguesa Leiper. A produtora de têxteis-lar torna-se, assim, a primeira empresa europeia a fazer este tipo de artigo, tendo adaptado a sua produção para responder ao desafio.

[©Blanky]

A marca Blanky surgiu há alguns meses no mercado com o objetivo de apresentar à Península Ibérica um conceito de cobertor pesado – um produto que proporciona um efeito de massagem e relaxamento e garante melhores noites de sono. A produção começou por ser realizada na Ásia, mas os fundadores da marca, Ricardo Parreira e Pedro Caseiro, lançaram entretanto o desafio à Leiper.

«Trata-se de um produto que nunca sequer tínhamos visto em feiras especializadas do sector, por isso quando a marca nos desafiou, sentimos imediatamente que queríamos estar associados à produção de uma solução completamente inovadora no mercado têxtil, diversificando assim o portefólio do grupo», explica João Pereira, international business manager da produtora de têxteis-lar.

No entanto, «o nosso primeiro pensamento foi que se fábricas noutros países eram capazes de produzir um cobertor pesado, nós em Portugal também tínhamos que conseguir fazê-lo, por isso quisemos aprender mais sobre o processo de produção deste produto específico», acrescenta.

Desafios superados

Ao avançar com o projeto, a Leiper teve de superar dois desafios, a começar pela fase de enchimento dos cobertores pesados com os grãos de areia de vidro tratado – o que confere o peso adicional aos cobertores Blanky –, uma vez que a empresa não usa este material na produção. A necessidade de incluir este elemento obrigou à adaptação dos processos e tornou o processo habitualmente automático de produção de um cobertor mais manual. «A distribuição da areia de vidro tem que ser necessariamente feita por um colaborador que a espalha uniformemente ao longo do cobertor», esclarece Ricardo Parreira, responsável pela gestão da logística e produção da Blanky.

[©Blanky]
O segundo desafio prende-se com o acabamento, que é feito manualmente por uma costureira, depois do cobertor, que tem sete camadas e é revestido de algodão, ter já o padrão específico em losangos de 10×10 cm. «Um cobertor normal pesa no máximo três quilos, os nossos vão desde os 4 aos 15 quilos, por isso os acabamentos são mais difíceis de fazer e levam mais algum tempo», elucida Ricardo Parreira.

Os desafios foram, contudo, superados, num processo de aprendizagem que contou com os especialistas da Leiper e o know-how da Blanky, e a empresa de têxteis-lar tem agora uma capacidade produtiva de seis cobertores por dia, com um mínimo de 120 unidades por mês. Ainda assim, refere Ricardo Parreira, «o processo de produção não está ainda otimizado, mas a expectativa é que, num futuro próximo, a eficiência da fábrica aumente e consigamos fazer crescer significativamente o número de médio de cobertores pesados por turno».

A parceria com a Leiper cumpre ainda o objetivo delineado pela Blanky desde o início de trazer a produção para Portugal, «não só porque desta forma estamos a contribuir para acrescentar valor à economia do nosso país, mas também porque acreditamos que ter um produto “made in Portugal” reforça o nosso posicionamento no mercado ibérico. Além disso, assim conseguimos estar mais perto do processo de fabrico e fazer uma gestão mais eficiente dos stocks, bem como um melhor acompanhamento do próprio desenvolvimento do produto», conclui o fundador e responsável pela gestão da logística e produção da Blanky.