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Leiria absorve despedimentos

As empregadas da empresa têxtil Pantaconfex, que em 27 de Maio passado encerrou a actividade, tiveram colocação quase imediata noutras empresas do mesmo sector no concelho de Leiria. Segundo Eduardo Silva, director do Centro de Emprego de Leiria, apesar de vários pedidos por parte de empresas de localidades vizinhas, apenas as unidades que se encontravam a menos de 30 km de distância da residência dos trabalhadores, viram satisfeitas as suas necessidades de costureiras qualificadas. Empresas de Pombal ou Batalha que também tinham os seus pedidos no Centro de Emprego, nem sequer foram tidas em conta.

 

Também algumas do próprio concelho, como a Unilopes situada em Soutocico, não tiveram resposta positiva aos seus pedidos de costureiras. Joaquim Lagoa da Unilopes, empresa que produz roupa de homem e emprega 194 pessoas, refere que tinha um pedido no Centro de Emprego para colocação de dez costureiras com experiência. A situação foi entretanto  resolvida com a contratação de mão-de-obra estrangeira.

 

Esta é uma área onde é muito difícil encontrar pessoas qualificadas, segundo Joaquim Lagoa, por ser pouco aliciante em termos de remuneração. Um das empresas que acolheu algumas das trabalhadoras da Pantaconfex foi a fabricante de vestidos de noiva, Rembo que está situada em Marrazes. Ana Paula Viana, refere que admitiram sobretudo costureiras especializadas, já que o produto que fabricam exige muita experiência. Procurando há cerca de dois meses pessoas qualificadas, foi no entanto o Centro de Emprego que contactou a firma para saber da possibilidade de ali empregarem algumas trabalhadoras da empresa Pantaconfex.

 

A Rembo, tem já uma funcionária da empresa falida a trabalhar desde o dia 1 de Junho, e mais três que vão iniciar o trabalho no próximo mês.