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Levi’s vence guerra com a Tesco

A Levi Strauss venceu a sua luta legal para impedir que a Tesco vendas os seus jeans mais baratos na Grã-Bretanha, sem permissão. Mas o caso não diz só respeito aos jeans, pois tem implicações para muitas outras empresas de marca e também nas carteiras dos consumidores. Se a decisão tivesse sido tomada a favor da Tesco, poderia ter gerado uma corrente de redução de preços de produtos de marca, comprados no chamado “mercado negro”, por fornecedores independentes de fora da União Europeia. Joe Middleton, da Levi Strauss europeia, afirmou que «esta decisão legal definitiva incapacita-nos de continuar a fazer o que fazemos melhor – fabricar e vender a mais reconhecida marca de jeans do mundo». A Tesco por sua vez, disse que tiveram «um tremenda oportunidade para comprar em lugares como a América, mas que nos foram negados até ao momento. O nosso acampamento vai continuar. Nós escrevemos a Patricia Hewitt (Secretaria de Estado para a Indústria e Comércio do Reino Unido), oferecendo o nosso contínuo apoio para uma rápida mudança na lei e para a Comunidade Europeia insistir para que a lei seja revista.» A Tesco afirmou que vai continuar a vender produtos como a Levi’s 501 vinda da União Europeia e espera vender artigos do “mercado negro” no valor de 150 milhões de libras (48 milhões de contos) este ano. Actualmente, os retalhistas do Reino Unido podem vender artigos como os jeans, de forma mais barata do que outros países da União Europeia e consequentemente vendê-los sem o consentimento dos fabricantes. No entanto, eles estão proibidos de comprar artigos de marca de países não europeus, no “mercado negro”. A Tesco afirma ainda que já reduziram os custos das camisolas de futebol da Inglaterra, da Sony Playstation 2 e dos motociclos ao comprar os artigos no “mercado negro”. Mas mesmo com preços mais baratos em lugares como os Estados Unidos, o gigante dos supermercados quer ainda explorar o mercado negro em qualquer outro lugar. A Levi’s tem uma política de venda de produtos só através de mercados seleccionados. Oponentes a este sistema dizem que esta política permite que a empresa mantenha preços artificialmente altos juntamente com o Reino Unido. Outras lojas começaram já a vender artigos de marca usando este mesmo método, resultando em acordos de redução de preços num leque de produtos que vai desde o vestuário aos perfumes.