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Levi Strauss lidera inteligência artificial

A empresa, juntamente com a conterrânea Skechers, está a liderar nos investimentos em inteligência artificial na indústria da moda, de acordo com um novo estudo da GlobalData, que coloca os nomes do luxo, como a LVMH, a Christian Dior e a Hermès, igualmente bem posicionados.

[©Pixabay/Gerd Altmann]

A inteligência artificial tornou-se num dos temas incontornáveis na indústria da moda, com as empresas a contratarem cada vez mais pessoas para preencher posições nesta área, ao mesmo tempo que firmam mais contratos, registam mais patentes e fazem mais menções ao assunto nos seus documentos.

Segundo a empresa de análise de mercado GlobalData, que teve em conta este conjunto de indicadores, a Levi Strauss & Co é líder em inteligência artificial entre as empresas de vestuário com elevados volumes de negócios, tendo publicitado 129 empregos em inteligência artificial e feito sete menções a inteligência artificial em documentos da empresa entre janeiro de 2020 e junho de 2021, revela o just-style.com. O pico de contratações foi em maio deste ano, quando anunciou 19 vagas relacionadas com inteligência artificial.

«As pessoas são a parte mais importante da inteligência artificial», afirmou Katia Walsh, diretora de inteligência artificial na Levi Strauss & Co, durante o webinar Transform 2021 da VentureBeat. A empresa, que conta já uma história de 167 anos, tem usado a inteligência artificial para melhorar a sua relação com os consumidores e otimizar as margens de lucro, estando a dar formação aos seus trabalhadores neste domínio tecnológico. Em 2020, a Levi’s lançou um programa de fidelização com base nos seus modelos de machine learning, ou aprendizagem automática, para personalizar a experiência de marca para os seus fãs, o que, segundo Katia Walsh, aumentou o tempo que os consumidores interagem com a marca.

A utilização da inteligência artificial também tem ajudado a Levi Strauss a gerir as lojas, regular o inventário e otimizar os preços e há neste momento em curso iniciativas para usar redes neuronais para o design de imagens em produtos tradicionais e para usar machine learning para prever os stocks nas lojas mais populares. «Aquilo que nos inspira é esta noção de que a inteligência artificial pode salvar a moda», indicou a diretora de inteligência artificial na Levi Strauss & Co.

Luxo também investe

Na segunda posição na lista da GlobalData surge a Skechers USA, com 30 postos de trabalho e três referências em documentos, seguida da Hanesbrands e da LVMH, com 103 postos de trabalho anunciados e duas referências a inteligência artificial. Esta última, de resto, estabeleceu no mês passado uma parceria estratégica com a Google Cloud para acelerar a inovação e desenvolver novas soluções de inteligência artificial com base na nuvem.

Dior [©LVMH]
«Esta nova parceria significativa e sem precedentes com a Google Cloud é o reflexo das nossas elevadas ambições nesta área. Ao combinarmos as melhores abordagens nas nossas respetivas indústrias, vamos dar um passo em frente na utilização de dados e inteligência artificial. Para nós, a privacidade, a personalização e o luxo são sinónimos e isso vai sempre ser verdade. As novas oportunidades oferecidas aos nossos clientes são exatamente o que as nossas equipas talentosas estão a trabalhar para a LVMH: uma experiência única e inesquecível», salientou, na altura, Toni Belloni, diretor-geral do grupo LVMH.

No quinto lugar aparece a VF Corp e no sexto a Columbia Sportswear, estando as duas posições seguintes ocupadas por dois atores do luxo: a Christian Dior (que pertence ao grupo LVMH) e a Hermès Internacional.

Os últimos dois lugares do top 10 foram atribuídos às empresas asiáticas de desporto Asics e Li Ning.