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Levi’s de luxo

A Levi Strauss, a conhecida empresa que produz os jeans Levi’s, iniciou um processo de reestruturação da sua imagem para aproximar-se do negócio do luxo, com a venda de peças mais caras e a abertura de novas lojas por todo o Mundo. A empresa com 157 anos de história pretende manter-se como uma das referências do sector de moda básica e situar-se entre as marcas predilectas dos “fashion victims”, ao mesmo tempo que tenta aumentar as suas vendas mensais. Segundo, o Wall Street Journal, as vendas da Levi Strauss manteram-se próximas dos 4.000 milhões de dólares nos últimos anos, muito abaixo dos 7.100 milhões que alcançou em 1997. Estes valores são algo que a empresa quer mudar relançando, entre outras peças, jeans de alta qualidade e preços elevados. «A Levi Strauss vai novamente propor aos consumidores os seus jeans de 198 dólares», assegura o diário económico americano, que explica ainda que o segmento de alta qualidade é «apenas uma pequena parte do negócio», que dá todavia uma imagem de luxo à empresa. A Levi Strauss optou, assim, por abrir imponentes lojas, como a recentemente inaugurada, na cidade de Londres, dar um novo nome às suas marcas de alta qualidade e contratar directores que trabalharam anteriormente para marcas concorrentes, como a Ralph Lauren. Deste modo, a empresa sedeada nos EUA criou no ano transacto em Amesterdão, uma divisão dedicada aos artigos de luxo, que baptizou “Levi’s XX”. De igual forma, procurou consolidar novas linhas: a “Made &Craftedy”, que utiliza tecidos e acabamentos de melhor qualidade; e a “Vintage Clothing”, que oferece reproduções de criações históricas da marca. A empresa decidiu também distribuir as suas peças em estabelecimentos inéditos, como a loja nova-iorquina Opening Ceremony e a cadeia J.CRew. «Conseguimos centrar os nossos esforços nestas iniciativas e metas porque a Levi Strauss foi capaz de reestruturar os seus objectivos, antes da chegada da última crise económica», afirmou a marca em comunicado de imprensa, onde apresentou os seus resultados relativos ao primeiro trimestre do ano, que revelam lucros de 56 milhões de dólares – uma subida de 17% relativamente aos números apresentados em igual período do ano anterior.