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Li & Fung defende aposta nos BRIC

William Fung, director executivo do grupo Li & Fung, refere que os grupos retalhistas ocidentais poderiam capitalizar com o mais experimental consumidor BRIC (Brasil, Rússia, índia e China). Fung afirmou que o conceito da China como a fÁbrica do mundo estÁ bem estabelecido. No entanto, estamos agora a entrar na próxima vaga, que é a China como potencialmente o maior mercado consumidor do mundo». A intervenção de William Fung ocorreu no World Retail Congress, realizado este mês na cidade de Barcelona. Este responsÁvel refere que, com o aumento estimado de 40 para 50% da população urbana da China até 2010, os retalhistas e as marcas internacionais podem prosperar neste mercado. William Fung (irmão de Victor Fung Kwok King, presidente do grupo Li & Fung) revelou que existe uma falta de marcas e modelos empresariais organizados, e é isto que os retalhistas ocidentais poderiam trazer para o mercado». Tudo começou como território virgem, mas agora estÁ a mudar muito rapidamente», sustentou Fung. Acrescentando que desde supermercados, hipermercados, lojas especializadas, grandes armazéns, cadeias de moda, até lojas de luxo, todos são modelos de negócio que o mercado chinês estÁ a aprender. E estas iniciativas apresentam o melhor potencial para as pessoas que desenvolveram estes modelos no passado». Fung acrescentou que, à medida que os retalhistas na China enfrentam a perda de quota de mercado, a expansão das cadeias noutros países do BRIC poderia alargar as suas expectativas de lucros. Actualmente, o crescimento do PIB na China estÁ acima dos 10%, com os mercados indiano e russo a crescerem entre 8 e 10% e o Brasil 5%. No entanto, Gordon R. Campbel, director-executivo da rede de lojas de conveniência Spar, expressou cautela ao alertar para a elevada concorrência na China, que tem cerca de 100.000 retalhistas locais, em conjunto com as exigências de uma cultura de consumidor diferente. Campbell conclui que não se pode simplesmente pegar numa loja no Reino Unido, na França ou nos Estados Unidos e colocÁ-la na Rússia, na China ou na índia. é necessÁrio aprender o mercado, os produtos e os serviços que as pessoas querem. No entanto, acredito que hÁ ainda uma enorme oportunidade para os retalhistas internacionais e penso que estes mercados estão actualmente subaproveitados».