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Li & Fung na vanguarda da digitalização

A gigante do sourcing mundial, com uma rede de 15 mil fornecedores em 60 países e oito mil clientes em 100 países, começou a implementar as mudanças com rapidez, tendo em conta o que espera do futuro.

A digitalização oferece uma solução para muitos dos problemas que afetam a indústria global de vestuário, mas, segundo o CEO da Li & Fung, Spencer Fung, as metas estão em constante evolução. A indústria da moda assenta em grande parte numa cadeia de aprovisionamento que se baseia em trabalho intensivo, em várias «camadas», que lutam para conseguir acompanhar a velocidade, capacidade de resposta e sustentabilidade que os consumidores atuais exigem.

Embora a digitalização ofereça uma solução para alguns destes desafios, a indústria do vestuário «está a olhar de fora para esta tendência, a ser desafiada, mas ainda não está pronta, na sua grande parte», afirmou Spencer Fung durante a sua intervenção na cimeira da moda de Copenhaga. «Estamos agora a perceber que isto é uma alteração gigantesca em qualquer organização e que irá levar tempo. No entanto, tal como qualquer transformação e mudança que começa pequena, temos que nos mexer rapidamente. Acredito que iremos chegar a um ponto de não retorno, de preferência mais cedo do que tarde, mas irá demorar algum tempo», revelou, citado pelo just-style.

A Li & Fung, com uma rede de 15 mil fornecedores de 60 países pelo mundo e oito mil clientes em 100 países, tem um papel fundamental no aprovisionamento da indústria de vestuário à escala global.

«Sendo que a produção começou a movimentar-se por todo o mundo, fomos um dos beneficiários e orquestradores do movimento», reconheceu Fung. «Quando eu me iniciei no cargo de CEO há uns anos, o mundo realmente estava a mudar mais depressa do que nunca. Como resultado, acreditamos que qualquer empresa, incluindo a nossa, tem que inovar ou morrer», defendeu.

A Li & Fung embarcou numa jornada no ano passado para criar a cadeia de aprovisionamento avançada, porque «acreditamos que o que estivemos a fazer provavelmente não estava apenas no futuro», explicou. Por isso é que a empresa apostou numa abordagem mais rápida, para lá chegar em cinco anos. Quinze meses depois do início da estratégia, a especialista em sourcing tem uma ideia muito melhor do que precisa de fazer, e que passa por rastrear toda a cadeia de aprovisionamento, do início ao fim. Além disso, o grupo conta com mais parcerias e uma forma de trabalhar mais rápida, para fazer face às necessidades dos clientes.