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Light Factory revela-se aos mercados

Apresentada em 2017, a Light Factory é uma marca nacional de vestuário e acessórios que revela diretamente fotografias analógicas em superfícies têxteis. A portugalidade captura todas as coleções, que já começaram a ser incluídas em álbuns internacionais.

Das paisagens típicas aos padrões da azulejaria, nas peças da Light Factory – das t-shirts às bolsas, dos candeeiros às almofadas – é possível percorrer Portugal de lés a lés. A marca fundada por Maria Pires, que há muito se dedicou à arte da fotografia, é amiga do ambiente, totalmente rastreável e feita à mão.

«Sempre tive a ideia de transformar as fotografias em algo vestível», confessa a fundadora da Light Factory ao Portugal Têxtil.

A ideia transformou-se em marca no ano passado, com a oferta de um produto 100% nacional, quer nos materiais – do couro curtido em Portugal aos excedentes de fábricas têxteis nacionais, passando por velhas cortinas e colchas –, quer nos recursos humanos – parte da produção é garantida por Maria Pires, outra é subcontratada –, quer nos recursos naturais – a revelação é feita com a ajuda da luz solar.

Os artigos da Light Factory podem ser encontrados no canal digital e em espaços multimarca na cidade de Lisboa, estando as vendas até aqui circunscritas ao mercado nacional. «A maioria dos clientes é turistas com algum poder de compra», afirma Maria Pires.

Este mês, a Light Factory introduziu a sua portugalidade aos mercados externos com a presença no salão internacional Ethical Fashion Show, em Berlim.

«A Ethical Fashion Show tem tudo a ver com o produto e é uma feira de referência no segmento», reconhece Maria Pires, ainda surpreendida «com o interesse e a reação dos visitantes, da imprensa e dos potenciais clientes».

A fundadora da Light Factory viajou para território germânico com o objetivo de estabelecer colaborações com marcas e designers «com consciência ecológica, que saibam e queiram aproveitar esta forma de impressão e personalização para trazer valor acrescentado à sua marca».

A resistência às lavagens e a durabilidade são apontadas por Maria Pires como mais-valias da técnica. «Obviamente», ressalva, «há algumas restrições». «É preciso usar sempre uma base mais clara, porque, como é um processo fotográfico, vai escurecer. Depois, estamos a falar de um produto monocromático e de uma determinada estética. Não se consegue a perfeição da impressão digital», explica a fundadora da Light Factory.

Além disso, o processo é moroso e resulta em pequenas coleções, considerando o seu pendor artesanal. «Enquadra-se na chamada slow fashion», frisa Maria Pires.