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Lima Azevedo & Gomes abre novas portas

Os clientes valorizam o tratamento de proximidade de uma empresa cujos destinos são decididos em família, mas a Lima Azevedo & Gomes começa já a vestir os seus fatos de homem aos mercados externos. A confeção situa 2015 como o ano de arranque dos voos internacionais.

Depois do desaparecimento do patriarca Alfredo Monteiro, os destinos da Lima Azevedo & Gomes ficaram entregues à mulher e aos filhos e, agora, a empresa conhece novas ramificações do negócio.

Reputada pela qualidade dos seus fatos para homem, a Lima Azevedo & Gomes tem vindo a estreitar relações com os casacos femininos e, no início de 2016, fez a sua primeira feira, escolhendo a Modtissimo Airlines como bilhete de ida para uma nova era. «Queremos analisar os resultados da feira e depois fazer uma ou outra lá fora», revelou Carla Monteiro, filha do fundador da empresa, na edição de abril do Jornal Têxtil

Para algumas destas escalas, a Lima Azevedo & Gomes terá de estimular o crescimento da marca própria, a ACM. «Futuramente, devemos começar por fazer Itália, com a marca, depois Inglaterra e, talvez, França», adiantou, sobre a participação em certames internacionais.

Com um efetivo que começou nas 25 pessoas e conta, atualmente, 75 e uma quota de exportação direta à procura de chegar aos 30%, a empresa está a diversificar as fontes das suas receitas, que, em 2015, ascenderam a 1 milhão de euros. «Começámos com confeção a feitio e, agora, estamos a alargar horizontes e a passar para a exportação», referiu Carla Monteiro.

A empresa inclui na carteira de clientes marcas portuguesas como a Decenio e a Lion of Porches, mas também as estrangeiras Pedro del Hierro, Me+Em, Knowledge Cotton Apparel ou Hackett. «A Hackett é um cliente importante», sublinhou o comercial António Botelho, apontando como mercados externos da produtora de vestuário a Dinamarca, Suécia, Inglaterra, Espanha, França, Angola e a recente entrada na Ásia.

«Não queremos deixar o mercado nacional a feitio», afirmou Carla Monteiro, mas «2015 foi um ano de mudanças, a confeção a feitio baixou e, por isso, a expansão tem-nos ajudado», acrescentou António Botelho, sublinhando que «na questão comercial foi positivo, abrimos portas e recuperámos. Prova disso, no início de 2016 estamos a fazer uma feira».