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Lipaco duplica capacidade

Apenas dois anos depois de ter investido 1,5 milhões numa tinturaria, a Lipaco vai desembolsar uma soma equivalente para a construção de novos pavilhões e a duplicação da capacidade de tingimento, alimentando um crescimento que em 2016 permitiu alcançar um volume de negócios de 2,5 milhões de euros.

Apesar do forte crescimento no ano passado – com uma taxa de 20% em comparação com 2015 –, as expectativas para 2017 são igualmente boas, até porque a empresa está novamente a preparar investimentos «muito fortes» para consolidar a vertente industrial do negócio.

«Vamos investir cerca de 1,5 milhões de euros, vamos reforçar a capacidade da nossa tinturaria – vamos praticamente duplicá-la [atualmente ronda as 100 toneladas/mês] – e de toda a área de acabamentos. E continuamos a investir muito em I&D», revelou Jorge Pereira, CEO da Lipaco, ao Jornal Têxtil, um artigo publicado na edição de abril (ver O negócio da moda).

Além da tinturaria – inaugurada em dezembro de 2014 –, a empresa vai igualmente montar novos laboratórios, a somar aos dois já existentes, uma decisão tomada tendo em conta as necessidades sentidas já no ano passado (ver Lipaco ganha aposta). Uma nova «grande reviravolta», como afirmou o CEO, que implica ainda a reformulação de «todo o nosso layout. Vamos construir dois edifícios novos para onde vamos transferir parte da produção, para permitir funcionar de uma forma mais coerente», explicou ao Jornal Têxtil. «Já estamos numa fase em que precisamos de muito mais», acrescentou.

Este “mais” passa também pelos recursos humanos – atualmente com um efetivo de 50 pessoas, a Lipaco deverá terminar 2017 com mais 10 trabalhadores –, até porque a empresa continua a desenvolver não só o negócio das linhas de costura mas também a mais recente aposta em fios de poliéster, texturizados e poliamidas.

Os países europeus são, nesta altura, os principais destinos de exportação da empresa, com Alemanha, Espanha e França entre os principais mercados, mas a Lipaco está igualmente a expandir-se no Norte de África, nos Países de Leste e na Rússia. «Também, pretendemos crescer mais na América Central e do Sul, daí que vamos fazer um reforço durante este ano», adiantou Jorge Pereira.

Transformado num verdadeiro globetrotter nos últimos anos, o CEO da Lipaco antecipou ainda novas rotas de viagem no futuro imediato da empresa. «Estamos agora novamente a olhar um pouco para a América do Sul, que foi um destino do qual andámos mais afastados nos últimos tempos», admitiu. No mapa consta ainda as habituais escalas na Europa – inclusive, a estreia na Première Vison Paris, em setembro – e um reforço em Marrocos. «É continuar a estratégia que já vínhamos a desenvolver», sublinhou.

A meta para 2017 mantém-se, mas Jorge Pereira está já a delinear novas balizas. «É ter uma empresa cada vez mais industrial, com vendas mais diretas ao cliente final, que, no nosso caso, é a área produtiva. Gostaríamos de continuar a crescer como até aqui. Crescer todos os anos 20% era o nosso compromisso a três anos, que termina no fim deste ano. Depois temos um novo objetivo para os anos seguintes», reconheceu. «Esperamos, no final do ano, chegar aos 3 milhões de euros mas, provavelmente, vamos até ultrapassar esse valor. Tudo depende da velocidade que conseguirmos que os nossos investimentos sejam executados e entrem em fase de produção», concluiu o CEO da Lipaco.