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Lipaco ganha aposta

O investimento na nova tinturaria, no valor de 1,5 milhões de euros, contribuiu para um crescimento da Lipaco, tanto no volume de negócios como no número de pessoas que emprega. As apostas, contudo, não se ficam por aqui, com a empresa a preparar já um aumento da capacidade.

Há pouco mais de um ano atrás, em dezembro de 2014, a Lipaco inaugurou a sua unidade de tinturaria, um investimento de 1,5 milhões de euros que, em 2015, já deu frutos. «Posso dizer que, desde que instalámos a tinturaria, crescemos 35%», revelou o CEO Jorge Pereira ao Jornal Têxtil, num artigo publicado na edição de fevereiro. Cerca de 60% da capacidade da tinturaria está atualmente dedicada à produção própria, com os restantes 40% a serem destinados à prestação de serviços para terceiros.

O sucesso da nova área de negócio justifica mesmo um novo projeto de investimento para aumentar a capacidade e reforçar as competências dos dois laboratórios de apoio para, dessa forma, contribuir para uma das grandes metas traçadas para a empresa. «Aquilo que tínhamos estipulado era duplicar a nossa faturação nos próximos dois a três anos e tudo aponta para que consigamos fazê-lo. Não sei se nos dois anos, se nos três anos. Tudo depende de vários fatores e cada vez estamos mais direcionados para outro tipo de mercados, outro tipo de produto, que não só o mercado interno, onde também continuamos a crescer e que nos tem ajudado na nossa expansão», explica Jorge Pereira.

A Europa, em especial Inglaterra e Alemanha, são atualmente os principais destinos das linhas e fios da Lipaco, que exporta 30% da produção, embora a empresa faça igualmente investidas regulares noutros continentes, em especial na América Latina. «Continuamos com uma perna lá e uma perna cá, como costumo dizer. É um mercado que não é totalmente maduro para fornecedores de matérias-primas como nós, porque também ainda tem muito o olho na China, no preço, não está suficientemente maduro para perceber o que a Europa já começou a perceber: é melhor comprar produto europeu, que tem outro tipo de qualidade, o compromisso é diferente. Mas o mercado da América Central e do Sul continua a ser muito interessante», refere o CEO.

Um projeto de expansão que se tornou mais dinâmico graças aos investimentos na área produtiva. «Passámos a controlar os processos, que era o mais complexo. Permitiu-nos fazer novos acabamentos, cumprir prazos, o que também era complexo porque dependíamos de terceiros. É um reflexo daquilo que nós investimos – começa agora a ter retorno e a permitir-nos aceitar encomendas que até agora não eram possíveis, até pela dimensão», afirmou Jorge Pereira ao Jornal Têxtil.

O crescimento tem-se sentido não só no volume de negócios, que em 2015 ultrapassou os 2 milhões de euros, mas também no número de pessoas que emprega, que duplicou para 40. Um número que, segundo o administrador, «deverá crescer», tal como o negócio. «Se continuarmos com a mesma percentagem de crescimento, estamos no caminho certo», concluiu o CEO da Lipaco.