Início Destaques

Living Colours de volta ao automóvel

Após um interregno de quatro anos, a produtora de lanifícios situada mais a norte está novamente a apostar nos tecidos técnicos para vestir os carros.

O trabalho com a indústria automóvel não é novo para a empresa de Braga. «Deixámos o automóvel há quatro anos e agora voltamos a apostar neste sector. Estamos a contratualizar novas parcerias para esta área, onde estamos muito bem equipados, com capacidade e know-how para responder», revelou Tiago Martins, CEO da empresa, ao Jornal Têxtil 198 (setembro 2015).

A Living Colours, que engloba valências de tecelagem, tinturaria e acabamentos, está empenhada em «retomar o caminho de crescimento antes de 2014. Entre 2006, ano em que comprámos a empresa (que foi fundada em 1973), e 2013 crescemos sempre. Temos caminho para crescer, com os produtos certos e a abordagem certa», afirmou o CEO. «2013 foi um ano difícil para muitas empresas, que abriram falência e ficaram a dever aos seus fornecedores. Num ano e meio acumulamos 650 mil euros de incobráveis. 2015 é o ano do recomeço. Esperamos acabar o ano com um crescimento de 10%, mas o ideal seria chegar aos 20%», confessou.

Diversificar é, por isso, a palavra de ordem na Living Colours, quer nos produtos – que nesta coleção ganharam estampados digitais aplicados em misturas poliéster/algodão e poliéster/viscose e a divisão entre uma linha laneira e uma algodoeira, onde aspetos malha prometem tornar-se um bestseller – quer nos mercados. «Nestes dois meses do segundo semestre já estamos com um crescimento de 30% nas encomendas, porque diversificámos a nossa tipologia, algo que iniciámos há três anos – um percurso todavia difícil para um laneiro», explicou Tiago Martins. «Os uniformes para hotéis são o segmento com mais potencial de crescimento para a Living Colours», acrescentou.

Quanto aos mercados, a empresa está a fazer as primeiras investidas na Coreia do Sul e na China. «Há uma dinâmica no mercado chinês que vai de encontro à produção “made in Europe”», indicou o CEO. Alemanha, Benelux, França, Escandinávia e Rússia permanecem, contudo, como os principais destinos dos 1,5 milhões de metros de tecido que a empresa produz, contribuindo fortemente para a quota de exportação de 95%.

«Começamos um plano de relançamento, que se prende com vários fatores, desde a imagem a um mix de produtos diferenciados», resumiu o CEO. «As empresas também envelhecem, pelo que de vez em quando necessitam de renovar a imagem», concluiu Tiago Martins.