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Livre acesso do Paquistão comprometido

Os Estados Unidos não vão conceder ao Paquistão a substancial redução nas tarifas têxteis, que foi pedida pelos importadores americanos e exportadores paquistaneses. O Presidente Bush apenas prometeu flexibilidade industrial nas quotas de aluguer. Como era já esperado, o Presidente Musharraf, falhou na tentativa de remoção das barreiras têxteis, aquando da reunião com o Presidente Bush. Como recompensa pelo apoio do Paquistão na luta contra o regime Taliban, a administração americana planeou inicialmente um generoso pacote para o comércio têxtil. No entanto, a indústria têxtil dos Estados Unidos e os legisladores têxteis, opuseram-se fortemente ao plano de liberalização. A Casa Branca anunciou finalmente que iriam «fornecer um aumento do acesso ao mercado para aproximadamente 163 milhões de euros nas exportações de vestuário do Paquistão». De acordo com algumas agências americanas, o montante inclui um aumento de 129 milhões de euros nas exportações como resultados de uma flexibilidade adicional entre as categorias. As quotas base seriam também aumentadas em certas importações que poderão adicionar 33 milhões de euros às exportações paquistanesas. «No que diz respeito aos têxteis, as discussões estão a desenvolver-se», afirmou o assessor de imprensa da Casa Branca Ari Fleischer. Na passada semana, um grupo de Congressistas americanos enviou uma carta ao Secretário de Estado do Comércio, Don Evans, opondo-se às possíveis concessões ao Paquistão, incluindo uma suspensão de dois anos das tarifas têxteis. Na mesma carta diziam que cerca de 146 mil postos de trabalho da indústria têxtil e do vestuário foram encerrados em 2001 nos Estados Unidos. Além disso, de acordo com estatísticas oficiais dos Estados Unidos «as expedições têxteis desde o Paquistão não foram significativamente interrompidas após os acontecimentos de 11 de Setembro», afirmaram eles. Os legisladores têxteis também temeram que a Índia e a Turquia fizessem exigências semelhantes, se os pedidos do Paquistão fossem aprovados pela administração americana. Actualmente a Casa Branca precisa do apoio dos Congressistas acima referidos para conseguirem a aprovação do TPA – Trade Promotion Authority. Formalmente conhecido como Fast Track, o acordo TPA poderá garantir ao presidente dos Estados Unidos poder total para negociar futuros acordos comerciais.