Início Arquivo

Liz Claiborne tenta nova incursão na Europa

Com a apresentação da colecção Outono/ Inverno 2005/06 a empresaapresenta-se oficialmente na Europa e só depois vai decidir como vai fazer chegar a colecção aos comerciantes. «Nós trabalhamos até à exaustão nestes últimos 18 meses», diz Patricia Royak, uma das responsáveis pela implementação da marca na Europa. O centro de operações da Liz Claiborne teve de mudar da Grã-Bretanha para a Holanda. Desde o Verão de 2004 que os departamentos de design e marketing, com os quais a marca se pretende implementar na Europa, mudaram gradualmente para o centro de design da sua filial holandesa Mexx, em Amesterdão. Foi constituída uma equipa quase totalmente nova para a linha de vestuário feminino da marca. A responsável pelo design é Uli Tarutmann, que já trabalhou para a Tommy Hilfiger, cuja responsabilidade é adaptar o produto ao gosto europeu. «Nós fizemos uma prospecção de mercado intensiva e também falamos com as clientes e comerciantes sobre os desejos e necessidades sentidos. Poderíamos recorrer a uma empresa que conhece muito bem os seus consumidores e o mercado europeu. Contudo, as equipas da Liz Claiborne, Mexx e das outras marcas da empresa têm estilos completamente distintos», afirma Royak. Por exemplo, em 1997 a marca fez uma tentativa de entrar no mercado alemão, tentativa essa que não obteve sucesso. O produto simplesmente não se adequava ao mercado e não correspondia aos padrões dos comerciantes alemães no que diz respeito a qualidade, conforto eritmos de entrega. «Cometemos o erro de transferir o produto directamente dos EUA para a Europa, nomeadamente para a Alemanha», afirma Royak. Por isso mesmo, existe agora uma colecção própria para a Europa que tem necessariamente influências da linha dos EUA. «O conceito é o mesmo, mas adaptado a outra realidade», explica Perry Oosting, vice-presidente da Liz Claiborne Europa.

Moda para mulheres com mais de 35

A colecção Liz Claiborne é dirigida para mulheres com mais de 35 anos. «Queremos vestir as mulheres desde o acordar até ao deitar», afirma Royak. Neste conceito enquadram-se os fatos (casaco e calça) e também os jeans e pullovers desportivos. Em termos de estilo a colecção situa-se entre o vestuário da Esprit e Betty Barclay. A colecção Outono/ Inverno 2005/06 inclui cerca de 60 peças, entre as quais acessórios e sapatos. A distribuição desta colecção terá lugar em Julho, Agosto e Setembro. Nos artigos básicos a paleta de cores será renovada de três em três meses e nos artigos de moda as cores serão renovadas mensalmente sendo no entanto sempre coordenadas entre si. Os vários artigos já têm preços definidos: jeans, 60 a 120 euros; blusas, 50 a 120 euros; blazers, 80 a 220 euros.

Passo a passo

A Liz Claiborne não é uma completa novidade na Europa e nalguns mercados já existe mesmo há alguns anos. Existe apenas uma loja em Londres, masvárias shop-in-shops: 67 em Espanha, (El Corte Inglês), 52 na Grã-Bretanha, 5 na Bélgica, 4 na Dinamarca e 3 na Holanda. Se dependesse de Pery Oosting a marca começaria o seu lançamento já no Outono na Alemanha, França e Benelux. Na Primavera de 2006 avançaria para outros países. Contratos concretos ainda não existem. «Nós pensamos a longo prazo e não queremos uma solução instantânea». Para Oosting, tanto o retalho como shop-in-shops, franchisings e lojas próprias são boas soluções. O marketing será feito a partir de Amesterdão, mas cada marca terá a sua própria equipa. «Se tudo correr como o planeado, a Liz Claiborne poderá no futuro ter um responsável em cada país», afirma Oosting. Contudo, nenhum dos dois responsáveis quer revelar um plano temporal concreto.