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Lobo Mau sem Capuchinho Vermelho

A marca de vestuário infantil nasceu em 2014, depois de percebida uma lacuna no mercado nacional em termos de oferta unissexo. Patrícia Bastos e Inês Mariana Moitas, as fundadoras, focaram então todas as atenções no guarda-roupa dos petizes e introduziram a Lobo Mau aos pais.

Fofos e tapa-fraldas, saias e vestidos, calções e macacões, t-shirts e sweatshirts, lenços e bandanas, entre outros, fazem já parte da gama da marca de roupa de criança 100% made in Portugal, mas ainda há mais. «Gostávamos muito de expandir as nossas peças até à decoração», afirma Patrícia Bastos ao Portugal Têxtil sobre os planos para o futuro.

Com artigos dos 0 meses aos seis anos, o algodão e o linho são personagens principais nas coleções da Lobo Mau, que tem vindo a explorar uma estética unissexo.

«Temos cores e padrões facilmente usados quer por meninas, quer por meninos, numa tentativa de não-definição dos sexos», afirma a cofundadora, sublinhando que o estilo «livre e ao mesmo tempo campestre» da Lobo Mau se materializa em texturas rústicas, mas também em padrões mais arrojados.

O leque de preços começa nos 15 euros e tem um teto de 40 euros e todas as peças são produzidas de forma artesanal, «à exceção das malhas com aplicações, que vêm de produção fabril».

Na contagem decrescente para a entrada do novo ano nos calendários, já é possível fazer um balanço de 2016 e a cofundadora não poderia estar mais satisfeita com o crescimento saudável da Lobo Mau. «Foi o nosso melhor ano!», exclama. «Foi, também, o ano em que nos conseguimos dedicar mais à marca, daí o crescimento de cerca de 80% face ao ano anterior», reconhece.

Com loja online e à venda na concept store Detalles, em Aveiro, a Lobo Mau tem mordido, sobretudo, o mercado nacional, com a zona da grande Lisboa a receber a maioria das encomendas. Alemanha, Holanda e Espanha destacam-se dentro das expedições para códigos postais internacionais.

Para o futuro, os uivos são ambiciosos e vão do design dos tecidos à internacionalização da marca.

«O que desejamos é desenhar os nossos tecidos. Isso é a nossa maior batalha enquanto marca, conseguir a nossa identidade até nos tecidos», refere Patrícia Bastos ao Portugal Têxtil. «Tivemos propostas para vender em loja na Suíça, e gostávamos de ter mais retalhistas espalhados pela Europa, América do Norte e Austrália – são os mercados onde queremos entrar», adianta.