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Lojas físicas com benefícios digitais

Espaços que unam as possibilidades do mundo digital e os benefícios das lojas físicas é o desejo dos consumidores, que estão «ansiosos por testar novas ferramentas digitais que eliminem algumas dificuldades e frustrações das suas jornadas de compras nas lojas físicas», revela um novo relatório.

O inquérito da plataforma Periscope, realizado pela McKinsey & Company, questionou 2.624 consumidores da Alemanha, EUA, França e Reino Unido e revela que mais de 60% dos consumidores alemães, britânicos e norte-americanos admitem envolver-se de igual modo com canais de venda online ou offline, «o que sugere que o multicanal se está a tornar a nova norma». Apenas os franceses (35%) estão um pouco distantes em relação à tendência, com 44% a confessarem que preferem realizar as compras nas lojas físicas.

Deste modo, é evidente que as lojas físicas mantêm a sua relevância, com 50% dos consumidores a recordarem que «o grosso das compras realizadas nos últimos anos foi em lojas físicas».

Futuro tecnológico

Tecnologias como a realidade virtual ou a realidade aumentada «estão a permitir aos clientes interagir digitalmente nas lojas físicas, indo de encontro às suas necessidades imediatas e preferências. Eliminam algumas dificuldades e permitem aos retalhistas reinventar a sua experiência na loja», refere relatório.

Apesar de cerca de 60% dos consumidores inquiridos de todos os países afirmarem que ainda não entraram em contacto com esse tipo de tecnologias dentro das lojas, a maioria gostaria de «utilizar uma espécie de prateleira virtual, no sentido de melhorar a experiência de compra nas lojas físicas». Os consumidores sentem-se mais atraídos por tecnologias que facilitem o acesso a informação adicional acerca dos produtos ou que lhes permita explorar «virtualmente» a funcionalidade ou a adequação de um artigo.

Os franceses foram os mais interessados em utilizar as tecnologias para aceder a informação (65%), seguidos dos EUA (62%), Reino Unido (57%) e Alemanha (54%). 62% dos franceses também indicaram que iriam provável ou definitivamente usar aplicações de realidade virtual ou realidade aumentada para visualizar o contexto de um produto. Os resultados dos EUA (59%), do Reino Unido e da Alemanha (56%) ainda mostraram que estes consumidores se sentem atraídos por tecnologias como a realidade virtual ou a realidade aumentada.

Os inquiridos asseguram gostar da ideia de utilizar ecrãs táteis ou “prateleiras virtuais” que lhes deem um acesso rápido a todo o portfólio de produtos da loja e apoiam igualmente a presença de ferramentas com as quais já estão familiarizados, através do comércio eletrónio.

Procurar produtos através destes métodos é o uso favorito dos inquiridos da França (65%), dos EUA (64%), e do Reino Unido (59%), seguido da possibilidade de receber recomendações de produtos similares, tanto nos EUA (59%), como na França (58%) e no Reino Unido (54%). Para os alemães, as possibilidades estão em pé de igualdade, seja para pesquisar produtos (54%), como para obter recomendações de artigos similares (54%).

Os smartphones e a privacidade

Embora atualmente os dispositivos móveis sejam vistos como o futuro das compras online, os computadores foram o segundo método mais popular para os franceses, alemães e britânicos, atrás apenas das lojas físicas. Contudo, nos EUA, «a rapidez das compras através do smartphone (19%) ficou em pé de igualdade com a popularidade do computador (19%)».

Quanto aos consumidores entre os 18 e os 39 anos, apesar do seu gosto pelas lojas físicas, o smartphone é agora o segundo canal de compras favorito. Os dispositivos eletrónicos ativados por voz atraíram apenas entre 4% a 6% dos consumidores em todos os mercados, ainda que seja muito cedo para os excluir, já que podem ser os “gigantes adormecidos” do mundo das compras online, com um grande potencial.

O inquérito revela ainda que os consumidores gostam de utilizar o telemóvel para efetuar pagamentos dentro das lojas. Os consumidores dos EUA lideram neste domínio, com 65% a confessarem que provável ou definitivamente irão optar por pagamentos através de smartphones. Atrás dos EUA, estão os consumidores do Reino Unido (61%), França (53%) e Alemanha (52%).

Os consumidores estão igualmente interessados em usar os seus telemóveis para digitalizações e pagamentos, evitando a caixa registradora. Uma vez mais, os consumidores dos EUA (60%) são os mais entusiastas em relação a esta opção. No entanto, um número significativo de consumidores do Reino Unido (55%), Alemanha (49%) e França (48%) também planeia usar este método.

Em geral, os consumidores estão apreensivos relativamente às questões de segurança. A monitorização dos seus movimentos dentro da loja foi a principal preocupação dos alemães (43%) e dos britânicos (39%). Para os norte-americanos, a maior preocupação prende-se com a possibilidade de fornecer a sua informação pessoal, como o email ou o número de telemóvel. Os franceses estão mais apreensivos com a disponibilização da sua informação de pagamento nas plataformas digitais (47%), que surgiu em segundo lugar para a Alemanha (40%) e para os EUA (37%). Os consumidores das gerações Y (milénio) e Z estão igualmente focados na privacidade.