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Londres em tecnicolor

Os estilistas da London Fashion Week optaram pela cor, estampados marcantes e também pelo lado sensual nas suas colecções femininas para a próxima estação quente. A Acne, conhecida pelos seus jeans, apresentou uma colecção caracterizada por formas oversized e uma clara tendência desportiva em calças capri, casacos amplos e mini-saias numa paleta de cores em tons neutros com toques de mostarda e azul. Já Antonio Berardi partiu de uma citação do poeta John Milton para apresentar uma colecção com um estilo romântico, mas com elementos futuristas, em vestidos de alta-costura elaborados em texturas de grande apelo sexual em tons de vermelho e cereja. Por seu lado, a Basso & Brooke, dos estilistas Bruno Basso e Christopher Brooke, exploraram um tema digital marcado por cores psicadélicas como o roxo, verde e laranja em estampados exuberantes. Grafismos coloridos pontuaram a colecção da Burberry Prorsum. Laranja, mostarda, verde musgo, roxo, castanho e azul-marinho coloriram tops, vestidos, saias. Os centenários trench coats da marca surgiram em cores vibrantes, como o azul celeste, ou em materiais rústicos, como linho e ráfia, que lembram os trabalhos manuais de comunidades indígenas. Christopher Kane apostou em peças de corte geométrico, estampados coloridos e bordados florais numa colecção marcada pelos tons desgastados como o branco, verde, azul, rosa e metalizado, enquanto a Clements Ribeiro, da dupla criativa Suzanne Clements e Inácio Ribeiro, apresentou uma colecção baseada nos estampados românticos e desportivo em camisas de seda e as tradicionais caxemira. A Erdem trouxe um tema delicado e romântico com estampados japoneses de flores e pássaros em tonalidades como o nude, azul e amarelo suave. A House of Holland inspirou-se nas silhuetas irreverentes dos skinheads e punk rockers para apresentar uma colecção cheia de cor e estampados. Inspirada na sua terra natal (Rio de Janeiro), a Issa London, da estilista Daniella Issa Helayel, seguiu um tema sexy numa colecção marcada por peças simples em cores vivas e jovens. Inspirado no glamour dos anos 60 e 70, a Jaeger London investiu na combinação de cores vibrantes e proporções na sua colecção. O escocês Jonathan Saunders utilizou uma paleta de cores sorvete e néon inspirada em Miami Beach para colorir uma colecção marcada por uma modelagem feminina e estampados Art Nouveau. Inspirado na cultura japonesa, Julien Macdonald viajou até ao Japão para criar uma colecção repleta de peixes e dragões estampados em smokings e vestidos de cocktail. Já o estilista canadense Mark Fast apresentou, mais uma vez, uma colecção pontuada de crochet e franjas em vestidos curtos e justos em preto, laranja, amarelo e nude. Quanto a Mathew Williamson, apostou numa série de vestidos longos ou curtos com estampados florais e abstractos em cores vivas como o amarelo, laranja e coral. A Mulberry, por sua vez, abriu o desfile com looks monocromáticos, para mais tarde apresentar peças sofisticadas marcadas pelos estampados modernos com combinações de tons como o amarelo e o rosa e matizes de bege. Mas o melhor estava ainda por desfilar na passerelle londrina. Paul Smith explorou as suas referências de alfaiataria e estilo masculino para desenvolver uma colecção colorida em tons de vermelho e amarelo ou vermelho e azul. Já a Pringle of Scotland inspirou-se nos anos 60 para dar forma a uma colecção moderna, mas diluída por tradicionais cardigans e twin-sets com padrões geométricos e motivos trompe-l’œil. Os quadros “A Primavera” e “O Nascimento de Vénus” de Botticelli inspiraram a colecção da Temperley of London, onde se destacaram os vestidos longos de inspiração campestre em tons claros como o rosa e o bege, vermelhos pálidos e apontamentos de preto. Por fim, a Vivienne Westwood Red Label mostrou uma colecção inspirada na alfaiataria, repleta de blazers, camisas, calças e bermudas com ar desconstruído. Os vestidos também estiveram em destaque na segunda linha da ma emblemática criadora britânica, em tonalidades como o areia, azul, vermelho e dourado.