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Longjump salta para Tóquio

Depois da estreia na Heimtextil, em janeiro, a Longjump está pronta para viajar pelo mundo. A procura por novos clientes, provocada por uma saturação do mercado europeu, levou a produtora de têxteis-lar a investir nos EUA e no Canadá. O próximo destino traz um carimbo asiático para o passaporte: Tóquio.

Tiago Marques

A empresa especialista em jacquards de grande densidade tem vindo a expandir a sua presença no mercado internacional, colecionando novos destinos para a sua produção. Com uma taxa de exportação que ronda os 40%, a empresa começou esta viagem em 2014, com os EUA, e, quatro anos mais tarde, chegou ao Canadá. «Apostamos neste mercado e tem dado frutos», revela, ao Portugal Têxtil, Tiago Marques. Antes disso, já exportava para o Norte da Europa, que o CEO confessa já ter sido «mais forte».

A estratégia atual, que passou, pela primeira vez, por uma presença, no início de janeiro, na Heimtextil, segue a tendência de 2019 de procurar por novos destinos. «O mercado europeu está a ficar um pouco saturado, o que nos levou a virar as nossas energias para o norte-americano e, aí sim, conseguimos desenvolver novos produtos e houve grande aceitação», argumenta o CEO.

Agora, a Longjump aponta a mira para Tóquio, com entrada prevista para 2021. «É um mercado que está em expansão, em busca de produtos europeus, produtos com qualidade. Portugal e Itália são uma referência no sector dos têxteis-lar a nível mundial e nós vamos introduzir lá o nosso produto, diferenciando-nos dos vizinhos (China e Paquistão). Vamos tentar a nossa sorte», confirma Tiago Marques.

Aposta na diferenciação

Na coleção deste ano, a empresa segue a onda sustentável que domina a indústria internacional. Em vez dos tecidos 100% algodão, «tentamos criar misturas, com fibras mais sustentáveis, como a seda, a caxemira, o linho e o bambu», excluindo também o poliéster, divulga o CEO. A Longjump aposta numa gama média-alta, «diferente da concorrência da Turquia, do Paquistão ou da China», acrescenta. «Os clientes estão bastante agradados», garante.

Com uma mão de obra de 20 trabalhadores e uma capacidade produtiva de cerca de 100 mil metros por mês, a empresa tem dentro de portas os processos de tecelagem e de confeção. O acabamento é subcontratado à parceira Vaz da Costa, uma empresa «de referência a nível nacional e mundial» nesta área, nas palavras do CEO.

A cada quatro anos, há um investimento que ronda 1,5 milhões de euros na renovação dos próprios teares, no sentido de «estar sempre a par das novas tecnologias e das novas tendências para apresentar aos clientes», reforça.

Em 2019, a empresa registou um volume de faturação de quase 4 milhões de euros, o que significa um crescimento de cerca de 5%. «O ano começou em baixo, o que era até uma tendência geral». Apesar de não se comparar a 2018, Tiago Marques sublinha que «conseguimos alcançar os nossos objetivos».

Já os planos para o futuro passam por continuar a apostar na diversificação dos mercados.