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Lucros da Adidas caem 95% no 1.º trimestre

O efeito da pandemia continua a deixar mossa nas empresas. Agora é a vez da gigante alemã Adidas anunciar que fechou o 1.º trimestre de 2020 com um lucro de 31 milhões de euros, menos 95% do que no período homólogo do ano passado.

A Adidas, que mantém fechada 70% da sua rede de lojas em todo o mundo, dá ainda conta de uma quebra no volume de vendas de quase 20%, para os 4.753 milhões de euros, e o lucro operacional caiu 92,6%, para os 65 milhões de euros. A maior quebra registou-se na região da Ásia e Pacífico (45%), seguida da América Latina (9,7%) e economias emergentes (11,1%).

«O nosso resultado do 1.º trimestre deixa claro os sérios desafios que cria, para as empresas saudáveis, a pandemia do novo coronavírus», admitiu o presidente da Adidas, Kasper Rorsted, citado pelo jornal espanhol Cinco Días.

Para ajudar a empresa a superar as dificuldades financeiras no âmbito da paralisação económica devido à pandemia, o Governo alemão concedeu à Adidas uma ajuda estatal de 2.400 milhões de euros.

A Adidas está agora concentrada em superar a situação e em beneficiar da recuperação que já se começa a sentir na China e nas possibilidades que oferece o comércio eletrónico.

Apesar disso, a empresa espera uma quebra ainda maior durante o 2.º trimestre, quer ao nível da faturação quer ao nível dos lucros, e não se atreve a dar prognósticos para o resto do ano.

«Dadas as incertezas, principalmente sobre a duração do fecho dos estabelecimentos e o ritmo de normalização posterior à reabertura das lojas, não se pode prever o desenrolar dos acontecimentos e as repercussões na atividade da empresa. Por isso, a Adidas não pode adiantar uma perspetiva para todo o ano de 2020 que inclua este impacto», reconheceu Kasper Rorsted.