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Lucros da Gap descem 51% no primeiro trimestre do ano

A Gap, a cadeia de vestuário líder dos EUA, noticiou na terça-feira que os seu lucros referentes ao primeiro trimestre caíram 51% enquanto o sector do retalho continua a debater-se com a diminuição do consumo e com a quebra de vendas, avança a agência Reuters. Apesar de começar agora a sentir alguma retoma, a Gap não põe de lado o recurso às promoções e rebaixas nos meses que se aproximam, para escoar ao máximo as colecções de Verão. Mas este cenário não apanhou os responsáveis da Gap desprevenidos. “Enquanto todos esperavam uma reacção positiva aos produtos de Verão em Abril, nós esperamos que no segundo trimestre do ano continue a ser necessário o recurso às promoções e antecipamos que os lucros se fiquem nos 0.5%”, afirmou o director financeiro da Gap, Heidi Kuzn, à Reuters, a propósito das estimativas de vendas da Gap comparadas com as de outras lojas. O retalhista sediado em San Francisco reportou que os seus lucros para o trimestre que findou em Março atingiram os 115 milhões de dólares, 25.990 milhões de contos, cerca de 13 cêntimos por acção. Este resultado ficou bastante aquém do conseguido no ano passado, em igual período, quando a Gap registou 235 milhões de dólares, 53.110 milhões de contos, subindo 27 cêntimos por acção. Ainda assim, o aumento de 13 cêntimos registado nas acções deitou por terra as previsões menos optimistas dos analistas da Wall Street e da Thomson Financial/First Call que previam que as acções do retalhista se ficassem entre os 12 e os 13 cêntimos, sendo que a análise apontava sobretudo para o valor mais baixo. “Estamos a fazer progressos, mas o negócio continua a ser muito desafiador”, advertiu Millard Drexler, presidente e director geral da Gap em declarações à Reuters. “Estamos a centrar a nossa atenção na criação de produtos inovadores e com isso esperamos trazer os compradores às nossas lojas”, adiantou.