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Lucros em alta na Primark

Na primeira metade do atual ano fiscal, a retalhista da Associated British Foods manteve o seu crescimento e expansão, apesar das dificuldades no mercado alemão. A crescer em espaço e em vendas e a aumentar as margens de lucro, a Primark continua em ascensão.

Nas 24 semanas até 2 de março, a retalhista da Associated British Foods registou um crescimento de 25% no lucro operacional, que atingiu os 426 milhões de libras (cerca de 493 milhões de euros). Os resultados «refletem a contínua expansão da área de retalho e melhorias nas margens de lucro», explica a Associated British Foods.

Citado pelo WGSN, George Weston, diretor-executivo da empresa mãe, considera que «a Primark registou um excelente crescimento nos lucros, impulsionados por uma aposta na melhoria da experiência de compra dos consumidores e pela expansão dos espaços de venda».

A área de retalho aumentou 27 mil metros quadrados desde o final do ano financeiro e, a 2 de março, as 364 lojas operavam em cerca de 1,4 milhões de metros quadrados, comparativamente aos 1,3 milhões do ano anterior.

As vendas da Primark subiram 4% para 3,6 mil milhões de coroas suecas, com o aumento do número de lojas a alavancar as melhorias. No entanto, as vendas comparáveis caíram 1,5%, um declínio que não afetou os lucros da retalhista, já que esta beneficiou de «margens muito mais altas», refere o grupo. A margem de lucro operacional foi de 11,7%, bem acima dos 9,8% de há um ano.

A Associated British Foods prevê que o incremento das vendas se mantenha, já que a reação dos consumidores à coleção primavera-verão 2019 está a ser «encorajadora».

As boas novas no Velho Continente

No Reino Unido, a Primark «manteve uma boa performance» na primeira metade do ano financeiro, com um aumento nas vendas em 2,3%. Já as vendas comparáveis cresceram 0,6%. O grupo revela ainda que a sua quota de mercado no vestuário, calçado e acessórios do país aumentou «significativamente».

A baixa adesão em novembro foi compensada por um ambiente comercial favorável em todos os outros meses, com um forte crescimento nas duas últimas semanas do mês.

Na Zona Euro, as vendas em taxas de câmbio neutras subiram 5,3%, mas as vendas comparáveis diminuíram 3,2%. O decréscimo justifica-se pela fraca comercialização em novembro e pela particular fragilidade do mercado alemão.

Para levar a cabo uma mudança neste país, a Primark fortaleceu a sua equipa de gestão local, para «melhorar a comercialização, que continua a ser difícil». A Primark prepara-se igualmente para «diminuir o espaço de venda num reduzido número de lojas na Alemanha, de forma a otimizar os custos».

As fracas vendas no mercado germânico foram compensadas por vendas mais sólidas em Espanha, França, Itália e Bélgica. A Associated British Foods indica que «foi positivo obter uma quota substancial de mercado no competitivo mercado do retalho europeu».

Tio Sam em forma

Já o mercado norte-americano, a retalhista evidenciou uma performance «forte». Tal foi impulsionado por «vendas excelentes» na recém-inaugurada loja em Brooklyn, juntamente com o crescimento das vendas comparáveis.

Richard Lim, diretor executivo da Retail Economics, citado pelo just-style.com, afirma que os resultados da Primark demonstram a força de uma proposta única, da criação de experiências com significado nas lojas e de defender algo distintivo num mercado de vestuário lotado. «Na sua génese, a Primark tem uma cadeia de aprovisionamento eficiente, oferece um valor excecional e apresenta continuamente novos e entusiasmantes produtos que fazem com que os seus leais consumidores regressem às lojas», aponta.

Chloe Collins, analista sénior de retalho na GlobalData, partilha a mesma opinião e acrescenta que apesar do difícil ambiente comercial no retalho, os resultados da retalhista de moda ilustram a sua resiliência, ainda que a diminuição das vendas comparáveis «seja uma preocupação».

De olhos postos na segunda metade do ano, a Primark irá concentrar em Dublin vários departamentos, como o comercial, design, aprovisionamento e qualidade, que atualmente se dividem entre Reading e Dublin. O grupo afirma que a decisão visa promover uma maior eficiência, assim como apoiar a expansão para mercados internacionais.