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Lunartex em modo de diversificação

A especialista em fitas e elásticos jacquard Lunartex está a diversificar não só o seu portefólio de produtos, onde entraram recentemente as aplicações de silicone, como também os mercados geográficos para onde envia as suas exportações, com os EUA e Itália na linha de mira.

Há cerca de três anos, a Lunartex inovou com a aquisição de uma máquina de estamparia digital para integrar novos desenhos, mais complexos, nos seus elásticos. Hoje, as aplicações de silicone são o mais recente desenvolvimento, num portefólio de produtos que preenche necessidades também fora do vestuário. «Temos uma indústria que vai muito além da moda», afirma, ao Jornal Têxtil, Rui Lopes, responsável de exportação da empresa, num artigo publicado na edição de julho-agosto. «Não fazemos [produtos] só para lingerie e boxers. Fazemos também para mobiliário, automóvel, cintos para as cadeiras de bebé, por exemplo…», enumera.

Estas áreas representam apenas 3% das vendas, que no ano passado se cifraram num valor superior a três milhões de euros, mas Rui Lopes antecipa que «esta aposta pode representar 10% do investimento que é feito – estamos a ver qual é a aceitação do mercado. De todo o capital que possa ser investido, possivelmente 10% será para isto, 30% a 40% será para desenvolvimento e o restante para produtos». «Gostaria de apanhar uma quota de mercado na diversificação: efetuar 75% das vendas no que já temos e conseguir 25% noutros sectores», destaca.

Além dos elásticos jacquard, a Lunartex, que emprega 55 pessoas, produz igualmente tecidos, crochet e fantasias, incluindo ainda na sua oferta artigos de passamanaria. «Somos uma empresa [praticamente] vertical. Fazemos a urdissagem, temos teares, efetuamos o tingimento, controlo de qualidade, acabamentos, embalagem e expedição», detalhou o responsável de exportação.

Espanha, França e Alemanha ocupam o pódio dos mercados exteriores da empresa – a Europa, no seu todo, representa 30% a 40% das vendas –, mas o continente africano contribui também para o vasto rol de clientes.

O outro lado do Oceano Atlântico está igualmente no mapa da Lunartex. «É um mercado que vai ter de ser trabalhado e não vai ser fácil. O nosso objetivo é chegar a marcas dos EUA que podem não ser necessariamente norte-americanas, é um piscar de olho a uma empresa que já tenha uma base na Europa», explica.

Mas é Itália o principal alvo do responsável de exportação. «Estamos a concorrer com o apoio do Portugal 2020 e queremos ter objetividade no apoio que vamos receber – não queremos estar a gastar dinheiro à toa, queremos rentabilizar o projeto ao máximo. Temos de saber qual é o mercado que nos interessa apostar e definimos já que será o mercado italiano, independentemente da concorrência local – acho que temos capacidade e preço para o fazer», revela ao Jornal Têxtil.