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Luxo não adere aos saldos

Os cartazes vistosos a anunciar reduções de preços estão por todo o lado: o tempo é de saldos e as montras exibem-nos para tentar atrair mais clientes.

Ainda assim, há lojas que resistem a esta febre…

Entre estas, contam-se nomes como a Louis Vuitton, Cartier, Labrador e Hermès.

Alda Salavisa, gestora da loja Louis Vuitton da Avenida da Liberdade, em Lisboa, tem uma justificação para esta política: não se praticam saldos por consideração pelo público, acrescentando que “não os fazemos porque os artigos se podem vender em dois anos, e além disso, o número de artigos iguais é limitado, logo acabamos por vender tudo”.

A loja da Hermès em Lisboa, no Chiado, também não faz saldos, apenas promoções que duram cerca de uma semana, em Janeiro e Julho. Nesta loja, as montras não têm qualquer aviso de saldos e só os clientes especiais são avisados. Mais uma vez, “trata-se de uma questão de respeito pelos clientes”, afirma Mónica Guimarães, responsável da Hermès no nosso país.

Finalmente, também a prestigiada Labrador recusa a entrar na onda dos saldos, e desde que chegou a Portugal, em 1991, praticamente nunca aderiu a este período (tão) do agrado dos consumidores nacionais.

A estratégia da Labrador passa assim por fazer promoções pontuais em Setembro e Fevereiro, numa única semana, a que prefere chamar “reduções de preços”, e nunca saldos, mais uma vez por “uma questão de imagem de marca”…