O maior produtor de bens de luxo do mundo revelou que a unidade de vinhos e bebidas espirituosas, que inclui a sua marca de referência Hennessy Cognac, foi penalizada pela negociação difícil na China, onde os distribuidores continuaram a reduzir os stocks.

As vendas de vinho e bebidas espirituosas caíram 1% em base comparável durante o primeiro trimestre, de acordo com o comunicado do grupo, superando as expectativas dos analistas, que estimavam um declínio de 3% a 4%.

Apesar das circunstâncias do mercado chinês, o conhaque Hennessy registou um aumento generalizado do volume de vendas devido à «força do mercado americano».

A unidade de moda e rtigos de couro da LVMH, que responde pela maioria das vendas da Louis Vuitton, registou um aumento da receita de apenas 1% em valores comparados, significativamente abaixo do crescimento de 9% assinalado no ano passado e dos 4% relativos ao quarto trimestre do ano.

Vários analistas antecipavam uma subida de, pelo menos, 2%. O grupo explicou que os valores comparativos assinalados no decorrer do ano passado refletem a afluência anómala dos consumidores japoneses aos espaços comerciais da marca, adquirindo malas e outros bens de luxo em antecipação ao aumento do IVA em vigor desde 1 de abril de 2014.

«Isto não é uma vitória, mas é um conjunto sólido de resultados», afirmou Luca Solca, analista de bens de luxo da empresa de investimentos Exane BNP Paribas. Os analistas esperam agora um comunicado mais detalhado sobre atualizações recentes, especialmente relativamente ao desempenho do grupo na Ásia.

As vendas aumentaram 16% em termos reportados, para 8,323 mil milhões de euros no decorrer do primeiro trimestre. «O grupo assinalou um excelente crescendo na Europa e nos EUA», referiu a LVMH.