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Macef mais internacional

Embora com um número de visitantes mais reduzido do que a edição de Janeiro do ano passado, o balanço da 84ª edição do Macef, o salão italiano dedicado à decoração da casa, continua a ser positivo. Durante quatro dias passaram pela Fieramilano mais de 85.000 visitantes (em Janeiro de 2007 tinham sido 88.500), dos quais 11.513 estrangeiros, o que representa um aumento de 5,8% de visitantes internacionais em comparação com a edição de 2007. Números que vão ao encontro dos objectivos da organização, a cargo da Fiera Milano International: o Macef sempre foi uma boa montra para as pequena e médias empresas italianas. Mas é importante que consiga aumentar a quota de expositores estrangeiros para ter uma oferta global, capaz de atrair os visitantes internacionais». ApostÁmos na qualidade e ganhÁmos. O objectivo é investir na qualidade dos expositores», referiu o director da Fiera Milano International, Sandro Bicocchi. E o sucesso do evento fica igualmente bem demonstrado com a lista de espera que alguns halls de exposição registam. Cerca de 2.316 expositores marcaram presença em Milão, 12 dos quais provenientes de Portugal, entre os quais se encontravam a A.P.A. Lda., Plan B Portugal, Rocha Frois e Têxteis íris. Com o slogan O mundo estÁ em casa», o Macef pretendeu mostrar nesta edição a evolução do conceito de casa, assim como as últimas tendências e estilos e o “novo mundo” que os consumidores querem encontrar e recriar no interior das suas casas. Desta forma, foram apresentadas quatro ”arcas do tesouro“ ao longo do Corso Italia no recinto da feira, instalações criadas pelo Studio Anna Congiu sob nomes exóticos, como Paraíso Perdido, Efeito Surpresa, Superflat ou Nostalgia, uma transposição para o mundo real das tendências detectadas pelo MEMI, o departamento internacional de observação de tendências do GPF, S.P.A., um instituto dedicado à pesquisa estratégica e consultoria em mudanças sociais, consumo e comunicação. Anna Congiu descreveu estas instalações como uma mistura de sugestões emocionais e sensoriais com a tecnologia moderna. Perfume, música, efeitos de luz e instalações de vídeo à volta das “arcas do tesouro” combinam com peças de design e objectos do quotidiano com ironia, dinamismo, criatividade e naturalidade». O Macef voltou também a atribuir prémios no campo do design, com o concurso Massimo Martini Design Award. Subordinado ao tema “Jantar em 2015 – no trabalho – em viagem – em casa”, o concurso recebeu mais de 4.838 candidaturas de 98 países, entre as quais 198 de Portugal. O primeiro prémio acabou por ser atribuído ao projecto Fragile, criado pelos jovens designers Israelis Mey e Boaz Kahn de Jerusalém, por um saleiro que, na sua primeira utilização, tem de ser quebrado em dois. O segundo prémio foi atribuído ao grupo de designers italianos Roseto degli Abruzzi pelos seus talheres feitos com tampas de esferogrÁfica e o terceiro prémio foi para o Japão, para a colher em forma de folha da designer Shuhei Senda. Para o futuro, o salão continua a querer basear-se em dois conceitos, como refere Sandro Bicocchi: as directrizes para o futuro do Macef são a inovação e a internacionalização. O que une os dois é a realidade, a capacidade desta feira dar ao mercado produtos modernos, não tanto no sentido da forma (o que também acontece) mas sobretudo com vista à usabilidade concreta: produtos que são bonitos e úteis, a preços razoÁveis e, por isso mesmo, acessíveis, que fazem aumentar as receitas de um sector estimado em 5 mil milhões de euros». Objectivos que serão, com certeza, tidos em conta pela organização para a próxima edição do Macef, agendada de 5 a 8 de Setembro.