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Made in” nos têxteis

Uma comissária europeia, uma ministra italiana e vários eurodeputados manifestaram-se em Estrasburgo a favor da colocação obrigatória de uma etiqueta de origem "made in" em certos produtos importados na UE, um assunto que divide os 27.Ajudados pela ministra italiana dos Assuntos Europeus e Comércio Internacional Emma Bonino, os eurodeputados desenharam na sala de acolhimento do Parlamento Europeu as letras "MADE IN" com a ajuda de guarda-chuvas, produzidos na China.Uma tal «marca de origem será essencial para a rastreabilidade» dos produtos importados, sublinhou a propósito da manifestação a Comissária para a Protecção dos Consumidores, Meglena Kuneva, sublinhando que «a bola está no campo dos estados-membros».A União Europeia não tem actualmente disposições uniformizadas sobre a marca de origem. Mas certos estados-membros aplicam já essas medidas.Em Dezembro de 2005, a Comissão apresentou uma proposta de regulamentação que introduz a menção de origem obrigatória em certos produtos importados na UE, à semelhança do que já se faz no Japão, na China ou nos EUA.Mas a proposta, que só diz respeito a alguns produtos como o vestuário, o calçado e as bijutarias, não foi aprovada devido à oposição de vários estados-membros.«Não temos actualmente maioria qualificada, porque há ainda muitos indecisos e hesitantes», reconhece Emma Bonino. Para ela, os opositores à "marca de origem" parecem desconfiar dos «obstáculos burocráticos e dos custos» que esta medida acarretará.«Mas isto parece funcionar bem nos EUA ou no Japão», argumenta Bonino. E a regulamentação «permitirá colocar a União Europeia ao mesmo nível dos seus principais parceiros».Circula actualmente uma petição no Parlamento a pedir aos estados-membros que adoptem «sem demora» a proposta da Comissão. Até ao passado dia 26 de Setembro, tinha já recolhido mais de 170 assinaturas dos 785 eurodeputados.«Os 500 milhões de consumidores europeus precisam de transparência», afirmou um dos impulsionadores da actual petição, Joseph Daul, presidente do Partido Popular Europeu, o principal grupo político do Parlamento.