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Mães no comando da Dot-Baby

A marca portuguesa que veste miúdos dos 0 aos 12 anos nasceu no ambiente digital, mas tem já dois espaços físicos para completar a experiência de compras. A Dot-Baby tem três progenitoras ao leme, oito petizes como inspiração e o Reino Unido como segundo principal mercado. Ali, a matemática não é o “bicho papão”.

A marca surgiu em maio de 2008, fundada por Mariana Castro Fernandes, de laços familiares ao têxtil, recém-chegada de Londres e com uma lacuna percebida no segmento de roupa de criança. Em 2011, a Dot-Baby conheceu duas sócias-gerentes, Sónia Pinto dos Santos e Marta Oliveira, que alavancaram o projeto. «Porque realmente quem tem filhos sabe que o facto de a roupa ser entregue em dois dias úteis [em Portugal], é uma mais-valia», afirmou Sónia Pinto dos Santos na edição de maio do Jornal Têxtil. «E portanto era cobrir um bocadinho essa lacuna de haver uma loja online onde as mães pudessem comprar e não tivessem de sair de casa para ter comprar os básicos e aquelas roupas típicas de bebé», acrescentou sobre os primeiros passos da marca. «Entretanto apareci eu e a Marta Oliveira e dinamizámos o projeto, montámos a confeção própria, neste momento já temos 11 funcionários, duas lojas próprias e… mais trabalho», destacou sobre o crescimento da marca.

A par das lojas em Lisboa e no Porto, a Dot-Baby vende ainda para cerca de 25 lojas multimarcas. «O nosso segundo melhor mercado é o Reino Unido, também estamos presentes nos EUA. Na Alemanha, já tivemos um agente em Moçambique. E pronto, estamos a continuar com os nossos capitais próprios e a tentar crescer», revelou Sónia Pinto dos Santos, que sublinhou ainda a evolução dos hábitos de compra online.

«Na altura as pessoas não compravam online como compram agora. Tinham sempre um bocadinho de receio de fornecerem os dados, uma série de coisas, e hoje em dia já ninguém tem esse receio. Depois há outra coisa, a primeira compra online, em qualquer marca, é sempre um bocadinho a medo», referiu, citando o exemplo de uma cliente que encomendou duas peças e, no dia em que as recebeu, encomendou mais oito. «Uma das coisas que é importantíssima…é a pessoa não se sentir enganada», apontou.

Com presença em feiras internacionais, nas quais se destaca a assiduidade em Londres, os mercados do segmento, como o “Mercadinho da Carlota”, «ajudam muito a angariar novos clientes, a fidelizar e a dinamizar o mercado português».

Com um ano de 2015 com crescimento acima dos 20%, resultando num volume de faturação a rondar os 300 mil euros, Sónia Pinto dos Santos considera que a mais-valia da Dot-Baby é a sua «qualidade e preço competitivo», com os filhos do trio responsável pelos seus destinos a desempenharem um papel importante. «São 8 crianças divididas pelas três, desde os 2 anos até aos 12 e é nisso que nós nos inspiramos, “o que é que eu gostava de ver no meu filho”. É perceber que a criança está bonita, mas está confortável», explicou ao Jornal Têxtil.

Assumindo as exportações um peso de 40%, a entrada na Arábia Saudita, oficializada com a coleção de verão é a última conquista da Dot-Baby.