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Mais de 100 retalhistas exigem suspensão de contratos

Grandes marcas espanholas, responsáveis por mais de 60 mil postos de trabalho, querem que o executivo de Pedro Sanchéz altere a legislação dos arrendamentos comerciais. Pedido já deu entrada no parlamento.

As grandes insígnias espanholas, com destaque para retalhistas de vestuário, como a Mango, Cortefiel, Bimba y Lola, Adolfo Dominguez, Purificácion Garcia e Desigual, entre tantas outras, estão a exigir, ao Governo de Pedro Sanchéz, que legisle de modo a que elas possam negociar em condições de igualdade com os senhorios, no âmbito da queda das vendas provocadas pela crise do novo coronavírus.

A iniciativa junta mais de 9.572 estabelecimentos comerciais em Espanha, que assumem mais de 60 mil postos de trabalho, e é dirigida a todos os grupos parlamentares. O objetivo é a defesa de acordos entre proprietários e arrendatários, de modo a evitar o fecho em grande escala de estabelecimentos comerciais, noticiava El Economista ontem.

As 103 marcas que assinam o documento querem ter a opção de deixar sem efeito os atuais contratos, uma vez que a grande maioria dos contratos implica cláusulas de indemnização e prazos impossíveis de cumprir com a atual situação.

«Queremos que o Governo favoreça a negociação entre senhorios e arrendatários, permitindo ao arrendatário resolver todos os contratos de arrendamento anteriores a 14 de março de 2020, para poder negociar em igualdade de condições com os nossos senhorios», afirma o documento escrito que esta semana entrou no Parlamento espanhol.

No fundo, as marcas estão a pedir ao Governo que altere a atual legislação, criando uma legislação específica para os arrendamentos comerciais futuros, tendo em conta a nova realidade do sector.

Esta medida tinha já sido reclamada pelo presidente da Acotex, a associação empresarial do sector.

«As medidas anunciadas são insuficientes e não estão a chegar às empresas», assegurou Eduardo Zamácola. Na mesma altura, o presidente da Acotex reivindicou a alteração nas rendas e no pagamento de impostos e taxas, pelo menos até ao final do ano.  Zamácola propôs ainda que a recuperação das rendas poderia ser feita no futuro, ainda que de forma progressiva.