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Mais de 900 expositores na Première Vision Paris

No regresso ao parque de exposições de Villepinte, a feira parisiense mantém-se entre o mundo físico e o virtual, com uma edição híbrida que, no total, conta com mais de 900 expositores de fios, tecidos, acessórios, couro, designs têxteis e confeção, entre os quais se destaca a presença portuguesa.

Première Vision Paris - fevereiro 2020 [©Première Vision]

Depois de duas edições completamente online, a Première Vision Paris está de volta ao formato físico, mas sem renunciar ao passado recente, mantendo um pé no universo virtual. De 21 a 23 de setembro, estarão no parque de exposições de Villepinte 756 expositores, enquanto na edição online, que tem mais dois dias de duração – de 20 a 24 de setembro – está prevista a participação de 147 empresas.

Destes 903 expositores, 56 estão sediados em Portugal – o quarto país mais representado, a seguir a Itália, França e Turquia –, incluindo cinco empresas dedicadas à produção de fios, 31 de tecidos e malhas, três de couro e 11 de confeção. Há ainda três empresas – a Adalberto, a Cortadoria e a RDD – que estão selecionadas para a área Smart Creation, um espaço dedicado à inovação na sustentabilidade, onde estarão «27 das empresas do sector mais empenhadas, inspiradoras e visionárias em termos de criação responsável, que irão mostrar materiais alternativos, tecidos inovadores, soluções de produção mais sustentáveis, tecnologias e mais», aponta o comunicado da Première Vision.

Première Vision Paris – fevereiro 2020 [©Première Vision]
No certame físico, os expositores estarão divididos por quatro pavilhões, onde poderão ainda ficar a conhecer as tendências para o outono-inverno 2022/2023 em dois fóruns transversais e aceder a quatro espaços informativos e inspiracionais, posicionados à entrada de cada um dos pavilhões, que pretendem «imergir o visitante não só na estação mas também no próprio evento físico, visual e sensorial», salienta a Première Vision.

As tendências estão igualmente disponíveis para os utilizadores da versão virtual da feira, com um fórum 3D online e dois webinars sobre as direções gerais e as cores. De resto, a programação paralela da Première Vision Paris irá concretizar-se no online, com o debate de diversos temas, como reciclagem, rastreabilidade com ADN e sustentabilidade, e com especialistas de renome, como Casey Cadwallader, diretor criativo da Mugler, Janne Poranen, cofundador e CEO da Spinnova, e Gildas Minvielle, diretor do Observatório Económico do IFM – Institut Français de la Mode, que vai abordar o ecossistema da moda em 2022.

Tendências guiam-se pela força da união

Nas tendências para o outono-inverno 2022/2023, a Première Vision Paris apela à união. «Guiado por um desejo de juntar energias, ideias e culturas, o outono-inverno 2022/2023 é um apelo à união, para combinar conhecimentos e know-how, ao mesmo tempo que favorece a diversificação», refere em comunicado.

As colaborações devem aumentar, gerando produtos e ideias em cocriação, num espírito de ligação, enriquecimento sinergético e cooperação próxima. Os imperativos ecológicos exigem uma abordagem diferente ao desenvolvimento do produto, aproximando a indústria da moda de uma economia circular, onde o eco-design é impulsionador de uma estética poderosa. A fluência digital, em constante evolução, abre o caminho a novas possibilidades, para gerar formas alternativas de inventar e produzir.

[©Première Vision]
Os designs, segundo a Première Vision, são pensados para serem precisos e alimentar identidades plurais, criando, simultaneamente, um estilo de vida que abrange as novas interações entre o bem-estar e o bom fitting, para dentro e fora de casa.

«É uma estação que pede soluções diretas, usabilidade, formas fáceis ou ousadas. Soluções criadas a partir de materiais generosos com forte valor acrescentado visual, tátil e ao nível da sustentabilidade», resume a Première Vision.

Apesar de estarmos a falar da estação fria, os tecidos são etéreos, oferecendo densidades e texturas subtis, jogando com a ideia de camadas, que enriquecem as possibilidades para os designers. Nas malhas, os produtores combinam os jogos finos com conforto e, no segmento casual, a lã está igualmente presente, assim como misturas de linho e poliéster, esta última para efeitos de leveza das peças finais.

Há ainda uma atenção aos materiais para desporto, nomeadamente o regresso ao exterior, depois de, durante algum tempo, o confinamento ter obrigado à prática de atividade física em casa, impulsionada pela ascensão das apps de fitness, ioga e pilates. Malhas ultra-elásticas, propriedades anti-UV, secagem rápida e repelência à água tornam-se obrigatórias para quem trabalha para este mercado, a que se soma a proteção antibacteriana para combater os maus odores. Também aqui a lã ganha protagonismo, em misturas com elastano, graças às suas propriedades térmicas e de respirabilidade.