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Mais eficiência produtiva nas 100 maiores da ITV

O Jornal Têxtil apresenta o ranking das 100 maiores empresas do Sector Têxtil e Vestuário (STV). Esta listagem é feita com base em várias fontes («Público», «Diário de Notícias», «Jornal de Notícias», «Exame», «Semanário Económico», «Fortunas & Negócios») e procura reunir numa única publicação diferentes indicadores presentes nas mesmas, complementando não só com mais informação mas, também, com rácios que permitem ter uma noção da performance das empresas em 2000. Em termos agregados, as empresas constituintes do TOP 100, apresentam sinais de um aumento claro da eficiência produtiva, pois associado ao aumento real do volume de negócios, constata-se um aumento da produtividade do trabalho na ordem dos 19%, apresentando os resultados líquidos um crescimento expressivo. No TOP 10 as mudanças são poucas, a TMG continua na liderança e o crescimento do volume de negócios na ordem dos 20% perspectiva a manutenção dessa liderança. De salientar em 2000, a entrada directamente para o 5º lugar da Johnson Controls, empresa fornecedora da indústria automóvel sedeada em Portalegre. Quanto à variação do volume de negócios no TOP 10, para além da já falada TMG, salienta-se o crescimento de 33% da COTESI. Ao nível dos maiores crescimentos de volume de negócios, destaca-se a empresa Graçafil – Fiação de Lã e Mistos, SA, que de 1999 para 2000, viu o seu volume de negócios mais do que duplicar. O ranking da maior produtividade do trabalho apresenta um grupo de empresas com um nível muito interessante e com valores bastante acima da média nacional. A análise à rentabilidade das vendas mostra que existem 4 empresas com capacidade de gerar uma margem líquida superior a 10%. Este facto decorre, em parte, pelo aumento de eficiência já analisado, bem como pelo bom crescimento do volume de negócios no ano 2000. A rentabilidade dos capitais próprios do TOP 10 atinge um nível expressivo, tendo em linha de conta a rentabilidade dos capitais próprios do sector têxtil e do vestuário, o qual ronda os 7%. Os valores acima dos 15% mostram que a indústria têxtil e do vestuário é ainda um sector bastante interessante como opção de investimento. Na análise à autonomia financeira, o top 10 mostra uma tendência natural deste sector. Tradicionalmente a indústria têxtil e do vestuário não distribui dividendos, utilizando os resultados líquidos para a constituição de reservas. Particularmente no ano 2000, o aumento do volume de negócios registado, associado ao aumento da eficiência, permitiu gerar mais resultados líquidos, consolidando assim a capacidade de autofinanciamento das empresas. Uma análise mais profunda sobre o ranking pode ser obtida na secção de Estudos do Portugaltextil.com.