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Mais lojas Ana Sousa

A marca Ana Sousa está a ter não só no nosso país mas também em Espanha, uma aceitação tal, que confirma a importância que a criação de uma marca tem para a competitividade da indústria portuguesa. Criada em Maio de 1981, a empresa Flor da Moda “sempre se posicionou no mercado como uma empresa produtora e criadora de marca própria”, conseguindo assim entrar noutros mercados e abrir espaço para os seus produtos. Em 1991 a empresa decidiu alterar a estratégia optando por criar uma nova marca, a “Ana Sousa”. Este posicionamento no mercado é então reforçado a partir de 98 com a abertura da primeira loja Ana Sousa em Lugo, na Galiza. Nuno Sousa, explicou ao jornal AIMinho que a abertura da primeira loja em Espanha se deveu especialmente ao facto de não terem nesse país tantos clientes multimarca como em Portugal. “A abertura das lojas nunca é feita ao acaso” e o mercado espanhol acabou por ser um ‘balão de ensaio’. A estratégia da “Flor da Moda” é entrar noutros mercados através das lojas multimarca para testar a aceitação do conceito e só depois abrir lojas. Depois de testado o conceito em Espanha é que abriram a primeira loja em Portugal, há dois anos. Actualmente com 30 lojas Ana Sousa em Portugal, Espanha e Médio Oriente, estão agora em negociações em Inglaterra para a abertura de mais uma loja. Com o apoio da Soluciona – Sistemas Integrados de Gestão, Lda, a Flor da Moda fez um estudo de mercado com vista à abertura de mais lojas Ana Sousa. Segundo Nuno Sousa, “este estudo foi importantíssimo, dado que veio demonstrar que a empresa está no caminho certo” e que “soube fazer o ponto de viragem na altura certa”. Ao jornal AIMinho, Nuno Sousa explica ainda que a aceitação das marcas portuguesas, a morosidade de maturação de uma marca, a postura desconfiada do consumidor espanhol e a falta de apoio estatal para investir no estrangeiro são as principais dificuldades que as empresas portuguesas enfrentam no mercado espanhol. “É muito difícil para nós, empresários portugueses, termos de suportar sozinhos o investimento em novos mercados, ao passo que os vizinhos espanhóis são apoiados para investir em Portugal.” Apesar da cumplicidade que existe entre os membros da família que gerem esta empresa, têm ainda pouca experiência na área da distribuição, sendo esta a sua principal fraqueza. “Ainda temos muito para aprender nesta matéria”, acrescenta.