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Mais lucro

Os retalhistas podem aumentar a sua margem de lucro bruto até 20%, através de mudanças na subcontratação, no desenvolvimento do produto e na forma como trabalham com os fornecedores e têm muito a aprender com as empresas de fast-fashion, conforme afirma Richard Traish da Kurt Salmon Associates (KSA). «Na medida em que os custos totais do produto podem chegar até 80% das vendas líquidas, não é de estranhar que, como parte da sua actividade de gestão da margem, os retalhistas estejam a procurar formas de cortar custos», refere Traish. «Uma abordagem mais estratégica ao aprovisionamento, desenvolvimento do produto e gestão de fornecedores, pode ajudar a melhorar a tão importante margem bruta». A KSA estima que a maioria das empresas de produtos de consumo pode conseguir pelo menos 2% a 4% de redução no custo dos produtos vendidos, através de um programa estratégico fiável de aprovisionamento, centrado na negociação de acordos mais favoráveis e melhoria da colaboração com os fornecedores. «Uma melhor integração das perspectivas dos clientes por um lado e a delegação de actividades com maior valor acrescentado aos fornecedores, por outro, fazem parte da fórmula dos retalhistas para a redução dos custos», aponta Traish. «Muitas empresas de bens de consumo podiam aprender uma lição ou duas das empresas de moda que construíram uma cadeia de aprovisionamento que consegue desenvolver produtos mais próximos da procura e que elevou as apostas no fornecimento de novidades, porque eles estão a beneficiar de margens melhores», explica. Para verificar se são tão eficientes quanto poderiam ser, a KSA sugere que os retalhistas devem desafiar-se em relação a estas cinco perguntas: 1. O nosso planeamento, desenvolvimento de produto e processos de subcontratação, estão organizados para fornecer a resposta máxima ao mesmo tempo que minimizam o custo de aumentar a flexibilidade? 2. Será que os nossos processos precisam de ser “tamanho único” ou podemos diferenciar por tipo de produto? 3. Obtemos o valor máximo do nosso escritório e base de fornecimento (da origem à prateleira) no exterior, que mais poderiam eles oferecer-nos em termos de desenvolvimento do produto e redução de custos? 4. Temos uma estratégia de aprovisionamento clara, que esteja alinhada com a nossa estratégia de negócio? 5. Será que isto responde ao fluxo constante nos principais mercados fornecedores e equilibra o risco dos mercados emergentes?