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Mais qualidade nos têxteis-lar

O segmento dos têxteis-lar foram nestas últimas semanas bastante afectados pelo clima agitado que se instalou no sector, devido à perspectiva de abertura da União Europeia aos têxteis do Paquistão, e à pressão exercida pelos países em vias de desenvolvimento durante a conferência de Doha, para que fosse antecipado o calendário de liberalização deste mercado, que acabou no entanto por não ser alterado. Luís Ribeiro Fontes, secretário geral da Associação Nacional das Indústrias de Tecelagem e Têxteis-Lar (ANITT-LAR), lamentou mesmo que a «indústria têxteis-lar é que é sempre entregue aos países em vias de desenvolvimento. Está sempre à mão da UE para ser concedido a terceiros». No entanto, o mesmo responsável considera ainda que o sector têxtil nacional pode-se aproveitar da actual conjuntura jogando os seus melhores trunfos, «preço, qualidade e capacidade de serviço», continuando desta forma, a posicionar-se em terceiro lugar no «ranking» mundial dos exportadores de têxteis para o lar. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) e a ANITT-LAR nos primeiros sete meses do ano, a indústria portuguesa de têxteis-lar exportou 489 milhões de euros (98 milhões de contos), o que se traduz num acréscimo de 8%, face ao mesmo período em 2000. Apesar da exportação de têxteis ter movimentado em termos globais 2,5 mil milhões de euros (489,7 milhões de contos), no primeiro semestre de 2001, a importância deste sector para a economia portuguesa passou de um peso total de exportações de 32% em 1991, para os actuais 18,6%. No que diz respeito ao futuro do sector, Luís Ribeiro Fontes mostra-se cauteloso afirmando que «os meses que se seguem são de expectativa face aos recentes acontecimentos mundiais. Porém, temos alguns sinais de aumento da procura.» O sector têxtil concentra cerca de 220 mil postos de trabalho.