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Mais rápido que a Zara

Parcialmente criada por refugiados norte-coreanos deslocados após a Guerra da Coreia 1950-1953, a área comercial foi o lar de costureiras e comerciantes que ganharam a vida com a venda de uniformes militares e, mais tarde, imitações de marcas de luxo globais. Agora, Dongdaemun está a emergir como um centro de negócios da Coreia e a liderar a expansão internacional da indústria de vestuário do país. «Dongdaemun deve ser o único lugar no mundo onde se um design é definido e encomendado de manhã, as matérias-primas podem ser adquiridas até ao meio-dia e os produtos acabados começam a chegar à loja no mesmo dia», afirma Lim Joon-weon, diretor de operações do centro comercial Lotte Asset Development’s FitIn em Dongdaemun. Na base da produção rápida existe um ecossistema que inclui 35.000 lojas de venda a retalho e grossistas de vestuário, o maior mercado de tecidos do país e cerca de 5.000 oficinas de costura de 6 a 10 trabalhadores cada, a funcionar em estreita proximidade. O diretor do concelho de administração do E-Land Group, Park Song-soo, abriu a primeira loja de vestuário em frente da Ewha Womans University, em Seul, em 1984, mas agora está na vanguarda da expansão internacional das marcas de moda coreanas. A E-Land começou as vendas no retalho chinês em 1997 e já conquistou uma fatia do mercado da moda como um dos cinco maiores retalhistas de vestuário, de acordo com um relatório da Standard & Poor de 2012, com crescimento médio anual de 60% nos últimos 10 anos. A E-Land possui mais de 2.000 pontos de venda na China e o volume de negócios atingiu os 1,8 mil milhões de dólares o ano passado, construindo o seu crescimento com diferentes tamanhos e cores para os consumidores em 60 regiões diferentes. Mesmo unidades de grandes grupos de empresas coreanos, como a Cheil Industries do Grupo Samsung e a LG Fashion Corp, estão agora a escoar as suas marcas fast fashion e a trabalhar para melhorar a rentabilidade das lojas existentes no exterior, de forma a conseguirem rivalizar com as marcas globais. Mas essas empresas têm ainda que provar o seu poder de permanência na Ásia e alavancar a expansão do chique sul-coreano em vendas reais. A LG Fashion, que entrou na China em 2004, reportou uma queda anual de 24% no lucro operacional no primeiro trimestre de 2013, à medida que a sua unidade de Xangai e a sua joint-venture em Pequim apresentarem prejuízos. A Cheil Industries, cujo negócio de moda foi responsável por cerca de 30% da receita total em 2012, está a ponderar o lançamento na China da sua nova marca de “fast fashion”, denominada 8seconds, no próximo ano. Mas a sua marca Bean Pole continua a registar um fraco desempenho na China, segundo os analistas.