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Malhancide quer ganhar mundo

Com a produção totalmente dedicada ao mercado nacional, a Malhancide decidiu que 2019 será o ano da internacionalização. O primeiro passo foi dado na última edição do Modtissimo, que marcou a estreia da empresa produtora de malhas circulares no circuito das feiras profissionais, e a paragem seguinte é na Premiére Vision Paris.

As malhas que saem dos 30 teares da Malhancide são, atualmente, completamente direcionadas ao mercado nacional, mas a situação vai mudar em breve. A empresa familiar, fundada em 2003 mas com um know-how de mais de 30 anos, quer dar o passo para a internacionalização e 2019 promete ser o ano da mudança.

«Decidimos apostar no Modtissimo este ano – esta é a primeira feira que fazemos, tendo em conta que as próximas, a nível internacional, estão projetadas a partir de 2019», revela Loris Pereira, diretor comercial da Malhancide, ao Portugal Têxtil.

O lançamento internacional tem como fonte de ignição «pura e simplesmente o crescimento da empresa», que não tinha ainda sentido a necessidade de procurar novos rumos além-fronteiras. «Até esta fase, o mercado nacional era suficiente – neste momento estamos à procura de novos mercados», assume Loris Pereira.

Inovar sempre

A empresa, que faz a tricotagem internamente e recorre a subcontratados para os acabamentos, está a preparar-se para este passo com novas valências dentro de portas, nomeadamente a criação de «um departamento de inovação permanente, que provavelmente vai arrancar no final do mês de outubro», indica ao Portugal Têxtil. O objetivo, explica o diretor comercial, «é fazer chegar artigos novos aos nossos clientes. Já fazíamos isso, mas agora teremos uma capacidade maior. O mercado, como toda a gente sabe, está bastante saturado. Há uma grande oferta de artigos e, nesta fase, estamos mais empenhados em fazer chegar artigos novos num curto espaço de tempo com o fim de obter as encomendas desejadas».

Atualmente, a Malhancide, que emprega 20 pessoas, tem já a preocupação de procurar novas matérias-primas e apresentar novos desenvolvimentos, tendo três coleções anuais. «Tentamos sempre fazer algo diferente, por isso temos uma equipa de três técnicos constantemente no desenvolvimento. Não há um tipo de malhas que a nossa empresa não produza, desde que seja tear circular. Matérias-primas quanto mais diversificadas melhor. Cores e acabamentos também», enumera.

Premiére Vision à vista

Mais-valias que irão também ajudar na apresentação que a Malhancide quer fazer na Première Vision, em Paris, em 2019. «Para já vamos apenas à Première Vision. Vamos ver como as coisas correm, devagarinho. Estamos no mercado há 30 anos sempre a caminhar com passos pequeninos», sublinha Loris Pereira.

Com uma capacidade produtiva de 80 toneladas por mês, a empresa está direcionada para o segmento médio-alto e é por aí que quer continuar. «Praticamente todos os nossos clientes trabalham para mercados completamente diferentes. O grupo Inditex representa na nossa empresa cerca de 10%. Ou seja, o nosso mercado é muito mais médio-alto. Estamos a falar em encomendas com uma capacidade de resposta mais alargada do que é habitual e com um artigo muito mais elaborado», afirma o diretor comercial.

A Europa é, para já, o destino da Malhancide, que não põe de lado, contudo, voos mais altos. «Nesta fase, por uma questão de proximidade, vamos tentar só Europa e depois logo se vê. É evidente que qualquer empresário deseja vender para qualquer parte do mundo, mas temos de ser realistas e vamos começar devagarinho e tentar os mercados mais próximos», conclui.