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Malhas 3D no portefólio da Carlom

As malhas 3D são a mais recente aposta da Carlom. A empresa, que tem atualmente 50% do seu volume de negócios na produção de artigos para a indústria automóvel, investiu ainda numa máquina de colar espuma e num novo pavilhão para consolidar a posição, sobretudo nos mercados internacionais.

As malhas 3D foram a mais recente adição à oferta da Carlom. A empresa, que emprega 170 pessoas, continua a investir em novas tecnologias e novos produtos, graças a uma aposta clara na inovação. «O que faz destas malhas inovadoras essencialmente é a circulação do ar, a resistência à abrasão, o design e o peso», explica Filipe Pereira, diretor comercial da empresa, ao Portugal Têxtil.

Estas malhas tridimensionais estão a ser usadas no calçado técnico e desportivo, mas também na indústria dos têxteis-lar. «Há outros sectores. Por exemplo, recebemos [na Techtextil] um cliente da indústria das correias de distribuição que quer fazer um ensaio com malha tridimensional num produto mais técnico, quer tentar utilizar o nosso produto nessa aplicação», revela.

Uma outra área de aplicação é a indústria automóvel, que representa 50% do volume de negócios da Carlom. «É um mercado [as malhas 3D] onde estamos entrar e daí a até conseguirmos começar a vender esse produto com essa aplicação demora muito tempo, é preciso passar uma série de certificações. Estamos, pouco a pouco, a tentar fazê-lo», afirma o diretor comercial.

As malhas tridimensionais fazem parte de um portefólio que inclui também malhas piqué, cardados e uma grande variedade de materiais para diversos sectores. «Os nossos clientes são essencialmente industriais», admite Filipe Pereira. Por isso mesmo, muitos dos produtos são desenvolvidos quase em regime de parceria, sobretudo nas áreas que não o automóvel. «São mercados que trabalham muito no dia a dia. Por exemplo, temos um protótipo de um sapato em que praticamente todos os componentes, exceto as solas e os cordões, são artigos nossos. Depois ficamos a aguardar que o nosso cliente tenha encomendas, para nos poder fazer encomendas – é esse o trabalho quotidiano», confessa.

Consolidar é palavra de ordem

Entre os mais recentes investimentos contam-se um novo pavilhão e uma máquina de colar espuma, um investimento «avultado» que traz novas valências. «Tínhamos uma máquina de colar mas em termos de largura era muito limitativa. Adquirimos esta máquina para estarmos mais bem preparados para dar resposta às necessidades da empresa e dos nossos clientes. Neste momento temos capacidade para fazer praticamente tudo internamente», assegura o diretor comercial.

Com 50% a 60% de exportação direta, concentrada sobretudo em França e na Alemanha, a Carlom tem como objetivo para este ano «consolidar a nossa posição nesses mercados», até porque em território luso sente alguma retração. «Em termos de confeção e calçado, o mercado interno baixou um bocado nos últimos tempos», reconhece Filipe Pereira.

Algo que, contudo, foi compensado pelos mercados internacionais, permitindo fazer um balanço positivo de 2018. «Em termos globais, o sector automóvel acaba por compensar a quebra desses outros sectores», garante.

Para 2019, considerando o abrandamento sentido, tanto dentro como fora de Portugal, o diretor comercial da Carlom não coloca a ênfase na expansão. «Obviamente que se for possível algum crescimento, melhor. Mas, acima de tudo, é a consolidação que consideramos importante, manter sempre o equilíbrio e a solidez financeira da empresa», conclui.