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Mango em rota ascendente

O volume de negócios da retalhista espanhola cresceu 21% no primeiro semestre, o que levou a Mango a rever as previsões para o corrente ano, que pode vir a superar os resultados registados em 2019. O negócio online continua a ser um motor de crescimento e mantém a meta de atingir os mil milhões de euros em 2021.

[©Mango]

Depois de ter analisado o desempenho do primeiro semestre do ano, a Mango prevê ultrapassar a faturação de 2019, tendo em conta que, só na primeira metade do atual exercício fiscal, a retalhista cresceu 21% comparativamente com o ano transato. Já os meses de maio e junho deixavam antever este cenário positivo, com vendas superiores às de dois anos anteriores.

O crescimento do negócio online, impulsionado pela pandemia, continua a fazer-se sentir e a Mango fechou o semestre com um aumento de 37% face ao mesmo período do ano passado, portanto, 85% acima de 2019. Com esta evolução, a empresa mantém a meta de terminar o ano com um volume de vendas online na ordem dos mil milhões de euros, um objetivo «ambicioso» mas não impossível, visto que o canal digital representa 46% da faturação total da Mango, quatro pontos a mais do que no fecho a 31 de dezembro.

«Os resultados alcançados até à data no corrente ano deixam-nos otimistas para o segundo semestre, no qual esperamos ter uma recuperação das vendas acima dos números de 2019. Esperamos voltar a ter lucros neste exercício», afirma Toni Ruiz, CEO da Mango.

Pernille Teisbaek [©Mango]
A retalhista teve um conjunto de lojas físicas encerradas durante uma média aproximada de 50 dias na primeira metade do ano em países como Portugal, França, Alemanha, Reino Unido e Turquia. Mesmo na reabertura, existiram «restrições consideráveis» em Espanha, principal mercado da Mango a nível de volume de negócios, mas que não impediram a margem comercial de melhorar 1,8 pontos em relação a 2019, estando, por isso, acima dos 58%. De acordo com a empresa, fatores como o aumento da rentabilidade juntamente com a boa gestão de despesas e a gestão proativa do inventário contribuíram para este aumento e para que o resultado antes de impostos melhorasse em mais de 20 milhões de euros para o mesmo período de 2019 e em quase 100 milhões de euros comparando com os meses homólogos de 2020.

«A estratégia implementada durante os últimos anos pela empresa, a par das importantes decisões que tomamos num contexto tão complicado como o do ano passado, está a dar os seus frutos. A Mango está no rumo certo e estamos preparados para enfrentar o futuro com as melhores garantias», acredita o CEO.

Novidades em diversos segmentos

Uma das primeiras Mango Girls e, além disso, colaborada da marca durante mais de seis anos, Pernille Teisbaek desenhou uma coleção cápsula composta por 20 peças e acessórios que prometem ser intemporais e estão disponíveis a partir de outubro. A parceria teve em atenção a escolha dos materiais de modo a respeitar a sustentabilidade e a conferir um ar premium aos produtos.

A nova linha, que segue o conceito estético de Pernille Teisbaek, estará à venda em cores neutras, onde o preto e o azul chumbo são as principais tonalidades.

[©Mango]
«Peças urbanas e sofisticadas onde a moda masculina, ombros exagerados e cinturas marcadas se misturam com tops de renda e seda e camisas com decotes nas costas. Camisas desportivas, gorros e strass dão um toque mais pessoal à coleção, que irá transformar os armários mais trendy para esta estação e para os próximos anos», descreve a Mango em comunicado.
A casa está também no leque de novidades, uma vez que a Mango acaba de lançar uma coleção de linho, que inclui toalhas de mesa, almofadas, roupa de cama e toalhas de banho, que se apresentam como «perfeitas para o verão».

Segundo a retalhista de moda, as peças do recente lançamento para a casa são concebidas com fibras sustentáveis ou através de processos com baixo impacto ambiental, uma prática que vai ao encontro da meta da Mango de aumentar o número de peças sustentáveis em toda a coleção.