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Mango quer mil milhões de euros no online

A meta está a ser delineada para 2021, depois dos dados preliminares para este ano darem conta de vendas próximas de 800 milhões de euros. A retalhista espanhola, que foi uma das pioneiras do comércio eletrónico de moda, no ano 2000, está ainda a reforçar o seu lado ecológico, com a implementação de novas iniciativas verdes.

[©Mango]

A celebrar 20 anos de vendas online, a Mango continua a crescer no comércio eletrónico. Entre janeiro e outubro deste ano, a retalhista de moda soma mais 5% em vendas online do que no ano completo de 2019, em que registou um total de 564 milhões de euros, equivalente a 23,7% do volume de negócios total, que ascendeu a 2,37 mil milhões de euros. A expectativa é terminar 2020 com uma faturação digital a rondar os 800 milhões de euros, o que representaria um aumento superior a 40% face ao ano passado.

Segundo a Mango, o aumento das vendas online deve-se, em parte, aos quase 3 milhões de novos clientes digitais que a empresa conseguiu durante o ano, 900 mil dos quais foram captados durante os meses de confinamento, em que a faturação cresceu mais de 50%.

«Nestes meses e com o objetivo de fortalecer o e-commerce, a Mango levou a cabo diversas iniciativas para acompanhar o crescimento da procura. Entre as quais, destaca-se o movimento de mais de 200 mil peças do canal físico para o online para aumentar os stocks», refere a retalhista, que face à situação de pandemia aumentou ainda os prazos de devolução para 60 dias.

A estratégia de crescimento passou ainda pelo marketing digital, cujo investimento aumentou mais de 30%, e pela otimização da comunicação com os clientes.

Elena Carasso [©Mango]
Bases que permitem à Mango antecipar um novo marco para 2021: ultrapassar os mil milhões de euros em vendas online. «Chegar a 1.000 milhões de euros é algo que não poderíamos imaginar quando lançámos o e-commerce no ano 2000. É um objetivo extremamente ambicioso, mas vamos usar todo o nosso esforço e entusiasmo para o alcançar. Contamos com uma excelente equipa de profissionais e estou convicta de que vamos conseguir», afirma Elena Carasso, diretora de online e cliente da Mango.

Para cumprir essa meta, a Mango, que no verão investiu num centro de distribuição automatizado multicanal em Barcelona, tem diferentes projetos em curso, incluindo uma ainda maior personalização da experiência de compra ao longo de toda a jornada, utilização de inteligência artificial para melhorar o serviço de pós-venda e inclusão do omnicanal nas lojas franchisadas.

Sustentabilidade no centro da estratégia

Além da aposta digital, a retalhista espanhola está igualmente a reforçar a sustentabilidade ambiental no negócio. Em outubro, a Mango assinou a Carta da Indústria da Moda para a Ação Climática das Nações Unidas, comprometendo-se, assim, com os 16 princípios para a redução do impacto da indústria da moda no clima. «Este acordo é uma demonstração clara de que a indústria da moda está comprometida em atuar coletivamente contra as mudanças climáticas, um exemplo de compromisso do sector, imprescindível para enfrentar a magnitude do desafio climático», explica Beatriz Bayo, diretora de responsabilidade social corporativa da retalhista.

Toni Ruiz [©Mango]
A Mango está ainda a tentar diminuir o seu impacto ambiental através da introdução de fibras mais sustentáveis nas suas coleções – incluindo o objetivo de, até 2025, usar apenas algodão de origem sustentável e 50% de poliéster reciclado – e da substituição do plástico por papel nas embalagens. «Este é um projeto de grande envergadura, que terá um impacto muito positivo no meio ambiente, pois graças à sua implementação deixaremos de utilizar cerca de 160 milhões de sacos de plástico por ano. Estamos muito satisfeitos por realizar este tipo de projetos que nos ajudam a avançar para uma moda mais sustentável que nos permite, por seu turno, pôr em prática a transformação sustentável da empresa», resume Toni Ruiz, CEO da Mango.

Num processo para aumentar a sua transparência, a retalhista divulgou ainda a lista das fábricas de produção de primeiro nível na sua cadeia mundial de aprovisionamento, entre as quais se encontram 19 fornecedores portugueses, responsáveis por 2,31% da produção total da Mango.