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Marca Kispo vai regressar

A empresa têxtil Lousafil vai relançar a famosa marca de vestuário desportivo Kispo nestes próximos dois anos. Esta operação vai ter um investimento inicial de 450 mil contos, incluindo campanha de imagem, noticia o Diário Económico. A palavra Kispo foi durante muitos anos usada no vocabulário português para designar um casaco impermeável. A marca Kispo teve grande impacto no mercado português, ficando a expressão no léxico nacional apesar de há anos não se encontrarem peças da marca nas lojas, nem de se saber o destino da empresa. A Fabinter, que até há cinco anos era a proprietária da Kispo, começou a ter dificuldades financeiras e em 1991 pôs em marcha um processo especial de recuperação de empresa e protecção de credores. A empresa do já falecido suíço Hans Hisler, criador da Kispo, acabaria por ser declarada falida. A marca que na década de 80 atingiu o seu apogeu, foi vendida em 1995 a outra empresa têxtil também de Lousada, a Lousafil, que decidiu investir no relançamento da marca. O processo foi iniciado com um estudo de mercado que confirmava a preservação da notoriedade da marca entre os consumidores com mais de 30 anos. Em 1996 a Lousafil fez uma primeira tentativa de relançar a marca mas o resultado foi um fracasso e o vestuário “sportswear” nem sequer chegou à fase da confecção. A colecção foi encomendada a um estilista português, cujo nome a empresa prefere manter no anonimato, que segundo a Lousafil “não correspondeu às expectativa da empresa, além de ser muito sóbria, faltava-lhe sobretudo cor”, recorda Carla Costa, directora-geral da empresa Devido à má experiência, a empresa está a estudar cuidadosamente o relançamento da Kispo. É assim que Carla Costa justifica a demora. A Lousafil poderá juntar-se a parceiros que poderão ser instituições públicas ou privadas no sentido de partilhar riscos. A contratação de um novo estilista também está a ser analisada e “se calhar será português”. Apesar de uma extrema cautela, a Lousafil vai prevendo ter novamente a Kispo no mercado dentro de pelo menos dois anos. Para isso e feitas as contas, estipula um investimento inicial de 450 mil contos (mais de 2,2 milhões de euros), onde inclui uma campanha de imagem. Em ponderação está a abertura de dois pontos de venda próprios, tendo em vista o controlo da marca desde a concepção da colecção, passando pela produção da roupa «sportswear» até à respectiva comercialização junto do consumidor final.