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Marca na estratégia da Giestal

A especialista em roupa de cama tem vindo a investir na qualidade dos produtos e na internacionalização das vendas. A próxima etapa passa pela marca própria, que poderá chegar ainda este ano.

Helena Correia

Há cerca de seis anos, a Giestal reposicionou-se no mercado e começou a apostar em artigos de maior qualidade. «Houve um investimento nas máquinas, que permitem uma maior qualidade», explica Hamilton Rodrigues, administrador da empresa familiar especialista em roupa de cama. Dois dos 20 teares que a Giestal possui atualmente foram adquiridos há pouco mais de dois anos, permitindo, garante o administrador, a mesma produção que oito dos antigos. «Produzem mais, com mais qualidade e há menos consumo de energia», revela ao Portugal Têxtil.

A produção das colchas, mantas, cobertores e sacos-cama é realizada dentro de portas, da tecelagem à confeção. «A parte do tingimento e dos acabamentos é efetuada fora», explica Helena Correia, comercial da empresa. Atualmente, a capacidade produtiva ronda as 800 peças diárias. «Fazíamos 1.000, porque o artigo era mais económico. Agora requer um tempo de confeção maior», esclarece o administrador.

Portugal não entra praticamente nas contas da Giestal, que em 2018 registou um volume de negócios à volta de 2,5 milhões de euros. Espanha e França são os principais mercados. Ainda na Europa, a Alemanha, a Escandinávia e a Suíça são adições recentes. «Na Alemanha estamos agora a começar a entrar. Na Escandinávia estamos com a Suécia», aponta Helena Correia, acrescentando que na Suíça tem igualmente um pequeno cliente recente. «Tudo vale a pena. Pequenino ou grande, o tratamento tem de ser igual. E é muito bom saber que o nosso produto está a ser vendido na Suíça», afirma.

O sonho americano

A América do Norte faz igualmente parte da lista de destinos da Giestal. «Há cerca de dois anos entramos nos EUA e têm vindo a crescer. Também começámos a exportar o ano passado para o Canadá», desvenda Helena Correia.

Os primeiros contactos para estes mercados foram realizados na feira de têxteis-lar que, desde há quatro anos, se realiza em Guimarães. «Jamais pensaria que íamos encontrar dois potenciais clientes, que realmente são muito bons, na Guimarães Home Fashion Week, quase sem sair de casa», confessa a comercial. O mesmo aconteceu com a Austrália. «No ano passado, conseguimos nesta feira um cliente, que este ano já veio repetir a encomenda», conta Hamilton Rodrigues. «Estamos a crescer, em termos de mercado não estamos a ficar só pela Europa. Precisávamos mesmo de dar um salto alto e estamos a chegar a esse patamar», considera Helena Correia.

A Giestal vende sobretudo para retalhistas, a que se soma uma linha dedicada à hotelaria. Com coleções próprias desenvolvidas internamente, a empresa pretende agora lançar-se em nome próprio. «Estamos a tentar criar uma marca», admite Hamilton Rodrigues, acrescentando que há já um nome em cima da mesa. O objetivo «é sermos mais conhecidos», assume o administrador. «Faz todo o sentido criarmos uma marca própria e vai fazer a diferença», acredita Helena Correia. A ideia é também aproveitar os recursos internos na área do design e os desenvolvimentos que são feitos na própria empresa. «Temos artigos que vão sendo produzidos quase semanalmente. Quando há uma feira, preparamos a coleção para essa feira – fazemos desenhos e cores pensados mais para esse país», exemplifica a comercial.

Um argumento que poderá servir para dar um novo impulso ao negócio no futuro. Para já, em 2019 «temos que crescer. É esse o objetivo que estabelecemos este ano para a Giestal», reconhecem Hamilton Rodrigues e Helena Correia.