Início Notícias Marcas

Marcas e comunicação em tempos de crise

A EY quer pôr as marcas a comunicar. Investimento, inovação e, sobretudo, os esforços que estão a ser feitos para mitigar os efeitos da pandemia de Covid-19 devem ser transmitidos. A ideia é reagir.

Os tempos são particularmente desafiantes para as marcas. Com as lojas fechadas, os consumidores em casa devido às medidas de confinamento, a preocupação sobre o futuro das marcas é uma constante. O que fazer para regressar ao novo normal? Como reagir e sobretudo como comunicar nesta era de crise que se vive à escala global?

Segundo um artigo disponibilizado no website da consultora EY, a resposta tem que ser comunicar.

Sérgio Ferreira, executive diretor, e Tânia Moura, Senior Consultant da EY Advisory Services, defendem que «apostar na comunicação nunca é demais, sobretudo em momentos de crise. Partilhar os esforços que estão a ser feitos para mitigar o impacto desta pandemia, bem como as medidas adotadas para proteção de clientes, colaboradores e parceiros, são informações que podem e devem ser transmitidas».

Mensagens claras e objetivas, usando um tom empático e um vocabulário simples e transparente é outro dos conselhos deixados pela EY. A ideia é eliminar dúvidas e não «deixar margens para assunções».

Os consultores dizem que «é tempo de ter uma comunicação centrada nas pessoas e não nos consumidores».

As pessoas assumem, neste tempo de pandemia, uma importância fulcral, pelo que as estratégias de vendas agressivas devem ser deixadas para trás.

«Mais do que nunca, as marcas podem e devem delinear uma estratégia de comunicação centrada nas pessoas, que enderecem as suas necessidades, procurando ser agentes de esperança e tranquilidade, mesmo com todas as incertezas do presente e do futuro», defendem.

Mais do que falar das dificuldades e dos encerramentos, as marcas devem comunicar investimento e inovação.

«Este é o tempo das marcas se adaptarem à nova realidade e prepararem o futuro, reforçando o investimento no digital e inovando nas formas de trabalhar e servir o cliente», garantem.

De resto, alertam que as marcas que se limitem a esperar «que tudo passe e regresse à normalidade serão marcas que terão muitas dificuldades em resistir aos novos comportamentos de mercado que se avizinham».

Nesse sentido, as marcas podem e devem continuar a comunicar os seus produtos e serviços, criar novas ofertas que apoiem os seus clientes na adaptação ao dia-a-dia.

«Ao contrário do que se podia esperar, este não é o tempo de fechar portas e esperar que a crise passe, para regressar ao normal. Este é o tempo das marcas se adaptarem à nova realidade e prepararem o futuro, reforçando o investimento no digital e inovando nas formas de trabalhar e servir o cliente».

A ideia é comunicar soluções e segurança e não medo.

«Muitas marcas já perceberam que o tempo desta pandemia não é, nem pode ser, em primeira instância uma oportunidade de negócio. Explorar o atual clima de medo para alavancar negócio será, facilmente, percebido como oportunismo barato. Contudo, as marcas podem e devem continuar a comunicar os seus produtos e serviços, criar novas ofertas que apoiem os seus clientes na adaptação ao dia-a-dia».

Em resumo, escreve a EY, «este é o tempo de reagir ao agora e planear o futuro. É o tempo para as marcas se mostrarem humanas e comunicarem esperança. É o tempo de investirem no digital e em novas formas de trabalho e serviço o cliente, mantendo o foco nas pessoas. Este é o momento de as marcas comunicarem internamente e ao mundo qual o lugar que vão querer ocupar no novo normal que se avizinha».