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Marcas portuguesas desfilam na Pitti Bimbo

Seis insígnias nacionais de moda infantil vão subir, na sexta-feira, à passerelle do salão de Florença com as propostas para a primavera-verão 2020, numa iniciativa do CENIT. A presença lusa no mais conceituado certame internacional dedicado ao universo dos mais pequenos é, contudo, mais vasta, com um total de 26 marcas.

Patachou

Cherry Papaya, Laranjinha, Patachou, Play Up, Knot e Phi Clothing são as marcas que irão apresentar as suas propostas no desfile agendado para dia 21 de junho, às 13h30, perante uma plateia de cerca de 400 profissionais do sector, entre retalhistas, agentes de compra, imprensa especializada, bloggers e influenciadores.

Laranjinha

A iniciativa, sob a égide do KidsModaPortugal, é a segunda ação de promoção de imagem impulsionada pelo CENIT – Centro de Inteligência Têxtil e pela ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário, Confecção e Moda. Há dois anos, em 2017, foi criada uma área de exposição especial com um conjunto de marcas portuguesas que, segundo a organização, acolheu «a atenção de quase 7.000 buyers, 2.500 dos quais fora de Itália, provenientes de mais de 60 países estrangeiros, num total de, aproximadamente, 10.000 visitantes durante os três dias de realização do certame».

Cherry Papaya

No total, nesta 89.ª edição a Pitti Bimbo deverá acolher 592 coleções, incluindo de marcas reconhecidas como Emporio Armani, Dolce & Gabbana, Little Marc Jacobs, Boss, Karl Lagerfeld, Miss Blumarine, Petit Bateau, G-Star Raw e Tommy Hilfiger. Entre as novidades desta edição está o lançamento do projeto The Kid’s Lab!, com moda experimental para os mais pequenos.

Aposta nacional

De Portugal estarão 26 marcas, quer com o apoio do projeto 100% ModaPortugal, promovido pelo CENIT, quer com o apoio do From Portugal, uma iniciativa da Associação Selectiva Moda, quer a título individual.

Entre as estreantes contam-se a Maria Bianca, que inicia em Florença o seu processo de internacionalização, a B’Lovely e a Yay. «Será a nossa estreia e estamos ansiosas para nos dar a conhecer e para absorver todos os ensinamentos que esta feira nos irá trazer», afirma, em comunicado, Milena Melo, diretora criativa da marca. Na feira, a Yay vai apresentar a coleção Plaground Wisdow SS20, com a qual espera abrir as portas do mercado italiano. «Seria muito desejável poder estar em lojas multimarcas num mercado tão forte e com tanta qualidade como é o italiano», assume Milena Melo.

Yay

Entre as repetentes, o espírito é igualmente positivo. «Temos já reuniões agendadas com grandes grupos com quem temos vindo a cooperar: italianos, ingleses, holandeses, chineses, etc., mas queremos também introduzir a marca no mercado árabe», revela Adriana Andrade, brand & sales head manager da Piccola Speranza.

De acordo com um estudo promovido pelo CENIT e a QSP – Consultoria de Marketing, o volume de negócios associado ao subsector do vestuário infantil cresceu cerca de 17,1% entre 2014 e 2017, para 521 milhões de euros. Este valor é, sobretudo exportado, uma vez que apenas 15,8% da produção nacional de vestuário infantil – que tem uma quota de 14,1% do total da confeção de vestuário – tem como destino o mercado interno.