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Marizé aposta na decoração

A produtora de roupa de cama e mesa está a apostar na diversificação da sua oferta. Depois de apresentar, na Heimtextil, cortinados com black out incorporado, a Marizé está a testar a hipótese de colocar os seus tecidos na parede.

Rui Novais

Com uma gama de têxteis-lar cada vez mais alargada, fruto de pedidos de alguns clientes, a Marizé quer reforçar a sua presença no segmento da decoração. «Fazemos mais artigos de cama, embora vamos tendo alguns clientes que nos pedem outras soluções e acabamos por fornecer outros produtos, como aconteceu com os cortinados que acabamos também por incluir na nossa oferta», explica Rui Novais, diretor operacional da empesa especializada em roupa de cama e mesa.

Cortinas com black out incorporado foi a grande novidade apresentada na última edição da feira Heimtextil, mas a Marizé está já a «testar os seus tecidos para aplicar na parede, à semelhança do papel de parede», revela ao Portugal Têxtil.

Para além dos cortinados, a empresa apresentou ainda propostas produzidas com matérias-primas naturais, como algodão, o linho e o cânhamo. «Estamos também a desenvolver bastantes projetos com liocel, sobretudo com misturas de algodão, que depois com o tingimento dão reações de cor interessantes», indica o diretor operacional.

Vocacionada para o sector residencial, «num segmento medio/alto», a Marizé exporta para diversos mercados. «Antigamente, os EUA eram muito fortes, mas agora abrandou ligeiramente. França, Itália e Reino Unido foram os países onde tivemos um maior crescimento», aponta.

O serviço à medida tem sido uma das mais-valias da Marizé, o que tem permitido à empresa manter uma faturação anual em torno dos 8,5 milhões de euros. «Os nossos clientes chegam com as ideias, muitas vezes abstratas e nós conseguimos idealizar e executar. Eu acho que a nossa vantagem é a possibilidade de personalização que oferecemos», destaca Rui Novais.