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Marks & Spencer amortiza dívida

O retalhista britânico revelou quais os seus planos para pagar a dívida de 3.2 mil milhões de euros aos seus accionistas, depois da profunda reestruturação que envolveu a venda de propriedades e de negócios no estrangeiro. A empresa irá devolver o dinheiro a cerca de 358 mil investidores privados através de um esquema bastante complicado que fará com que o seu capital seja reduzido em 20% e permitirá aos accionistas decidir quando pretendem receber o dinheiro. Os accionistas irão receber por cada 21 acções que detenham, 17 acções ordinárias e 21 títulos sem direito a voto. Para além disso cada accionista poderá revender os títulos sem direito a voto a 70p a partir de 25 de Março, explicou a empresa. «Nós esperamos amortizar a dívida à maior parte dos accionistas, mas realizamos este plano de forma a que eles possam escolher quando receber o dinheiro», adiantou Alison Reed, directora financeira da Marks & Spencer. «A estratégia de reestruturação e a nossa recuperação está a ser reflectida nos preços das acções. Se nós fossemos comprar esta quantidade de acções no mercado isso iria influenciar o preço das acções. Desta forma todos os accionistas obtêm o mesmo preço». A dirigente acrescentou ainda que o pagamento foi consolidado através de alguns acordos feitos no ano passado. No que respeita à situação da empresa britânica em Portugal, onde tentavam negociar a transferência de alguns dos seus negócios para as mãos de outras empresas, como a Inditex e o El Corte Inglês, a Marks & Spencer acabou por desistir das negociações e retirar a sua presença do mercado nacional. As tentativas frustadas de vender as suas lojas, como fizeram na França e na Espanha acabaram por desmoralizar a empresa que acabou por desistir da venda das mesmas. A loja existente no Centro Comercial Colombo pode vir a ter o mesmo destino que a loja que a M&S tinha no Gaia Shopping e que acabou por ser ocupada pela loja Zara.