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Maroc in Mode em contagem decrescente

Mais de 120 expositores já confirmaram a presença na próxima edição da Maroc in Mode, que decorre a 17 e 18 de outubro, em Marraquexe. No circuito de Moulay Hassan, estarão também empresas portuguesas, incluindo a João & Feliciano, a João António Lima Malhas e a Teamstone.

Marraquexe, a cidade que já inspirou coleções de grandes nomes do sector da moda e designada capital cultural de África em 2020, vai receber 120 empresas marroquinas e estrangeiras, que vão mostrar os seus novos produtos, materiais, acessórios, tendências e serviços para a industrial têxtil e vestuário.

De Portugal estará, segundo a organização, a cargo da AMITH – Association Marocaine des Industries du Textile et de l’Habillement, confirmada a presença da João & Feliciano, da João António Lima Malhas e da Teamstone.

Na edição de 2018, a Maroc in Mode recebeu mais de 1.800 visitantes provenientes de 22 nações distintas e a organização estima que o evento deste ano tenha uma adesão semelhante.

Nesta edição, o país convidado é França e, à semelhança do que já aconteceu com Portugal, está previsto que o IFM – Institut Français de la Mode e a AMITH selem vários acordos de parceria.

A Maroc in Mode está dividida em várias áreas, entre elas fast fashion, denim, malhas, tailoring, lingerie e moda corporativa.

Na área do Denim estarão as últimas tendências e possibilidades de produção deste tecido com produtores de Marrocos e da região mediterrânica como Aryan’s, Crossing, Kilim Denim, Lavasser, Moroccan Denim Cluster (MDC), Semstone Tunise e Ykk.

Apesar do espaço Denim ser considerável, é a área de Fast Fashion que representa a maior superfície ocupada, com cerca de 40 expositores. Advanced Distribution Services, Apparel Mills, Confetex Albo, Elite Sportswear, Fimod, New line e Vita Couture são alguns dos expositores presentes neste espaço.

Contexto sustentável

Neste âmbito e como parte do “Plan Textile 25”, uma estratégia planeada pelo governo marroquino, o projeto “Fast Fashion Eco Responsable” oferece um novo contexto à produção de fast fashion. A importância da sustentabilidade está, de resto, refletida no programa de conferências da Maroc in Mode, onde serão abordados tópicos como a certificação e a utilização de água.

Para promover a sustentabilidade, a AMITH está colaborar com várias instituições, incluindo com o programa GTEX – Global Textiles and Clothing da ITC – International Trade Centre e a UNIDO – Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, que durante esta edição da Maroc in Mode irão partilhar o mesmo stand.

Marrocos será promovido pelo GTEX com o objetivo de incentivar a competitividade no sector têxtil e de vestuário, a longo prazo, e fomentar o crescimento inclusivo e sustentável, bem como o consumo e a produção responsável.

Já o cluster do denim está na feira com o objetivo de estimular a inovação na indústria marroquina e, depois da presença na Denim by Première Vision, pretende destacar «novos projetos à volta do design e do processamento ecológico, da reciclagem e de todas as novas ideias para o desenvolvimento sustentável», refere a organização da Maroc in Mode em comunicado.

Exportações e Marrocos em ascensão

No ano passado, segundo dados da AMITH, as exportações de têxteis e vestuário tiveram um «resultado positivo», tendo registado um aumento de 3,6 mil milhões em 2017 para 3,7 mil milhões em 2018 (de 3,26 mil milhões de euros para 3,35 mil milhões de euros). As exportações de vestuário em tecido subiram 2,5%, as de vestuário em malha cresceram 4,5% e as de calçado aumentaram 0,9%. «Também para 2019 espera-se um desenvolvimento positivo», destaca a associação marroquina.

Segundo a AMITH, Marrocos apresenta diversas vantagens na produção, nomeadamente a estabilidade política e social do país, a experiência na produção de fast fashion e as vantagens geográficas, uma vez que faz ligação com três continentes.