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Marrocos afirma-se pelo nearshoring

200 expositores já confirmaram a sua presença na próxima edição da Maroc in Mode, que decorre de 17 a 18 de outubro, em Marraquexe. A feira de sourcing oferece uma visão geral da indústria têxtil e vestuário marroquina, da fast fashion às coleções sustentáveis.

Fornecedores de fios, tecidos e acessórios, assim como produtores de vestuário de toda a região euro-mediterrânica vão marcar presença em outubro no Circuito Internacional Moulay Hassan para mais uma edição da Maroc in Mode.

Tendo como palco a cidade que será a primeira capital da cultura de África em 2020, a Maroc in Mode será dividia pelos segmentos fast fashion, denim; camisaria, tricotagem e lingerie; vestuário técnico, sportswear e lazer; e ainda peles e calçado. O programa da feira será complementando por conferências, que se irão debruçar sobre questões de produção.

Na última edição, a Maroc in Mode acolheu mais de 1.800 visitantes de 22 países.

Aprovisionamento de proximidade

A subida nos custos de produção nos países asiáticos faz com que países como Marrocos se tornem mais atrativos, segundo a organização. Um estudo da McKinsey conclui que o nearshoring, entre outras tendências para o retalho online, é extremamente relevante.

A Maroc in Mode afirma, em comunicado, que os produtores marroquinos estão, continuamente, a adaptar-se à procura e a oferecer mais opções de produção de pequenas quantidades. A análise, realizada junto de 100 empresários, revela que 79% dos inquiridos acreditam numa mudança do offshoring para o nearshoring no futuro do aprovisionamento.

«Apostar em Marrocos, especialista em fast fashion e em entregas rápidas, faz com que as empresas sejam também sustentáveis já que reduzir as rotas de entrega é também uma forma de reduzir a pegada ecológica das empresas», destaca a organização.

Marrocos está numa fase de crescimento graças a investimentos internacionais e à expansão das suas infraestruturas. Para o corrente ano, estima-se um crescimento económico de 3%. Já o PIB deverá subir para 125,5 mil milhões de dólares (112,5 mil milhões de euros) em 2018, em relação aos 118,5 mil milhões de dólares de 2018, segundo estimativas do Economist Intelligence.

Em 2018, a indústria do vestuário de Marrocos gerou 15% do PIB industrial do país e 25% dos bens exportados, um montante de cerca de 3,6 mil milhões de euros. As mais de 1.600 empresas do sector empregam cerca de 190 mil trabalhadores.

Para 2020, Marrocos definiu objetivos ambiciosos para a expansão da indústria têxtil. Com investimentos de cerca de 450 milhões de euros, a federação têxtil marroquina quer criar 62.500 novos postos de trabalho e aumentar as vendas em 1,5 mil milhões de euros. As malhas, os têxteis técnicos e o denim estão na linha de mira.