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Mazur diz que Portugal compra menos mas melhor

A Mazur Confecções revelou ao Portugal Têxtil que 2006 tem estado a correr bem em termos de resultados, assim como bons foram os resultados em 2005, não sentindo os alegados efeitos negativos da liberalização, muito «provavelmente porque também estamos a colher os frutos da nossa aposta em novos mercados», afiançou Teresa Venâncio, directora comercial da empresa. De facto, as propaladas soluções apontadas por analistas e Governo para combater os desafios actuais da ITV nacional- internacionalização e marca própria- já são prática corrente da empresa há muito. E se a aposta na marca própria está longe de ser tímida- representa 70% do volume de negócios -, é na nova aposta no mercado italiano desde o ano passado que se baseia o seu optimismo. A Mazur esteve também presente no workshop da Anivec/Apiv «Como fazer negócios na Federação Russa», mercado onde já esteve na edição passada, e onde vai agora pela segunda vez. «Na anterior edição da CPM, os clientes disseram logo que não trabalhavam connosco se não tivéssemos um agente, e como tal estamos a colmatar essa lacuna», referiu a directora, elogiando as vantagens daquele workshop nesta próxima missão de internacionalização. Esta ida vai permitir também repensar a colecção de casacos- a especialidade da empresa -, incluindo a partir de agora uma linha mais jovem, pois «o nosso público-alvo tem sido a faixa etária dos 40/50 anos, e há algum tempo que temos vindo a pensar numa nova linha, e a abordagem a este mercado acelerou o processo», acrescentou. Os fornecedores da Mazur são todos italianos, pela qualidade dos seus tecidos e pela aposta deles no design, pois «é incrível como naquele país as empresas médias não têm um ou dois designers, mas uma equipa deles» exclama. A empresa tem uma estilista própria, portuguesa, e formada no nosso país. Os clientes da Mazur são maioritariamente da Península Ibérica, sendo que os espanhóis têm comprado menos «porque repentinamente se tornaram muito exigentes em termos da componente moda, e com encomendas muito especificas, e os portugueses têm comprado menos mas artigos mais caros, numa clara aposta na qualidade em detrimento do preço». As melhores surpresas «têm sido as boas encomendas do mercado italiano onde começámos a trabalhar no ano passado e do mercado escandinavo, onde já estamos há sete anos». A maior concorrência no segmento onde operam vem de Itália e de Espanha. A Mazur- Indústria de Confecções, foi criada em 1986, está sedeada em Mangualde, e conta com 170 pessoas que asseguraram um volume de negócios de 5,4 milhões de euros em 2005.