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Meia da CM Socks premiada em Cuba

A Prevent Sprain, uma meia pensada para prevenir e ajudar na recuperação de entorses, venceu a medalha de ouro na categoria inovação na Feira Internacional de Havana. Um passo adicional na internacionalização, numa altura em que a empresa já prevê a necessidade de duplicar a produção para responder à procura.

A tecnologia, patenteada, foi reconhecida durante o certame, que decorreu de 4 a 8 de novembro e abriu as portas do mercado cubano, e não só, à empresa fundada por Carlos Maia. «O nosso objetivo é conquistar cada vez mais mercados», explica ao Portugal Têxtil o fundador. «Sabemos que Cuba é um país forte a nível da medicina e resolvemos participar nesta feira precisamente porque entendíamos que este seria um produto muito útil e interessante para Cuba», acrescenta.

Além dos muitos contactos realizados em Havana, incluindo com uma empresa local, produtora de meias, que está interessada numa parceria, o prémio atraiu as atenções e a CM Socks contou com novos contactos já em Portugal. «Ontem recebemos emails de novos potenciais interessados de Cuba por termos ganho este prémio. Neste momento, com a conquista da medalha de ouro, temos condições para poder facilitar o trabalho com Cuba», acredita Carlos Maia.

Da Europa à América

A meia, desenvolvida em parceria com Diogo Silva e Alexandre Lopes, ambos professores e investigadores da Escola Superior de Saúde e do CEMAH – Centro de Estudos do Movimento e Atividade Humana do Instituto Politécnico do Porto, está já a ser comercializada um pouco por toda a Europa. «Estamos agora a desenvolver esse produto só para uma rede com mais de 400 lojas espalhadas Europa», revela o fundador.

Mas com a tecnologia patenteada para 143 países, a Prevent Strain está também a explorar outros mercados, nomeadamente na América do Norte. «Temos uma empresa no Canadá só com o objetivo de comercializar – não vai produzir, a produção é em Portugal», indica o fundador da empresa. «E na próxima semana vamos ter uma feira em Miami onde estão todos os clubes e empresas ligadas à parte medicinal do desporto, onde temos já sete reuniões marcadas, incluindo uma delas com a Nike», anuncia Carlos Maia.

A Prevent Strain conjuga os princípios anatómicos e biomecânicos das ligaduras funcionais e dos suportes de tornozelo, permitindo maior estabilidade, ao mesmo tempo que melhora a performance, graças ao antiderrapante que evita o deslizamento do pé dentro do calçado, tem compressão para favorecer o retorno venoso e proporciona níveis elevados de conforto.

Estas meias podem ser usadas em diversos desportos, com benefícios já comprovados, garante Carlos Maia, que cita o exemplo dos últimos Campeonatos Europeus Masters em Veneza, Itália. «O massagista da seleção de atletismo de Portugal tem uma parceria comigo e levou meias nossas. Três atletas tiveram uma entorse na competição, uma delas foi socorrida pelo massagista, ele meteu-lhe a meia e ela ainda conseguiu subir ao pódio, ficou em terceiro lugar», conta Carlos Maia.

As meias da CM Socks estão igualmente a ser usadas pelo atleta brasileiro Paulo Paula, pelos atletas de andebol do Futebol Clube do Porto e, desde o início da época, pelos jogadores do FC Famalicão, entre outros, com o leque a dever alargar-se em breve. «Estivemos a negociar com o Benfica, quando eles vieram aqui ao Tondela, e eles já levaram uma série de amostras», afirma Carlos Maia.

Duplicar a produção

Estes e outros contactos fazem antever a continuação do crescimento das vendas da CM Socks – Peúgas Carlos Maia, que deverão aumentar em um milhão de euros este ano face a 2018, com esta unidade a dever fechar o ano com um volume de negócios de 11,5 milhões de euros e o grupo completo (que contempla duas unidades produtivas) a dever atingir os 14 milhões de euros.

Um aumento da procura que deverá obrigar a empresa a crescer também na parte produtiva. «Desde que começou este investimento, em 2017, já contamos com um aumento de 5 milhões de euros na faturação. Com o crescimento com esta meia vamos ter que aumentar a empresa – provavelmente vamos ter que dobrar e não sei se chegará», conclui o fundador.