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Melka pode passar a produzir no Oriente

A Melka Confecções, com unidades fabris no Cacém e em Palmela, não põe de lado a possibilidade de vir a deslocalizar a produção para o Extremo Oriente (China, Indonésia ou Vietname), revelou fonte da empresa ao Diário Económico. Em Portugal, a Melka factura mais de 10 milhões de euros, mas em 1996 viu-se obrigada a fechar a sua fábrica de Évora e a deslocalizar a produção que lhe estava afecta para o Extremo Oriente. Nesta altura a empresa empregava mais de 1000 funcionários, agora tem cerca de 600 funcionários. A Melka, foi adquirida há cerca de dois anos pelo grupo inglês William Bird. Está implantada em Portugal há 41 anos e dedica-se à confecção de vestuário masculino. A produção da Melka destina-se quase exclusivamente à exportação para os países escandinavos, o mercado nacional absorve apenas 8% da produção total. Actualmente, a empresa volta a sofrer com a concorrência dos países da Ásia e está «com grandes problemas de vendas», afirmou fonte da empresa. A paralisação de amanhã, que conta com os mais de 600 trabalhadores, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis do Sul, é justificada pelo facto da empresa não querer negociar aumentos salariais mas, estando ao mesmo tempo a dar trabalho à Indonésia. Os funcionários de ambas as fábricas, do Cacém e de Palmela, vão concentrar-se amanhã frente à sede da empresa, às 10 horas, reivindicando um aumento salarial. Esta situação agrava-se pelo facto de existir uma grande falta de comunicação por parte da administração, o que promoveu alguns processos judiciais, devido à falta de pagamento de horas extras, que chegam a atingir os 500 mil euros. Este processo está a decorrer no Tribunal de Sintra e espera-se nos próximos meses o seu encerramento.